go and zip another code
time to rise has been engaged
here it comes.
r.e.m.
(finest worksong)
30 de outubro de 2009
29 de outubro de 2009
hurry up...
e por falar em clima acelerado de fim de ano, os únicos espécimes que não se contaminam com essa pressa são os motoristas murrinhentos. compras de natal, reforma do banheiro, prestação do baú da felicidade, visita da sogra, cunhado, papagaio e criança remelenta... nada disso abala o motorista murrinhento, nada o faz andar mais rápido... ele tem coisas muito mais urgentes pra se preocupar... afinal, qual é mesmo o pedal da embreagem?
kula shaker
(hush)
kula shaker
(hush)
countdown...
fim do ano chega em passos acelerados. os dias parecem mais curtos, mesmo em horário de verão. acho um saco esse clima de fim de festa, contagem regressiva.. pior ainda é histeria natalina, detesto natal, rabanada, neguinho vestido de papai noel e aquela musiquinha charolenta de sininho.
o trânsito vai ficando ainda mais caótico, um senso de urgência coletivo, desespero, todo mundo com a mãe na zona. o que já é maratona normal de rotina vira uma pressa alucinada e você deita na cama à noite com aquela sensação angustiante de que deixou de fazer muita coisa.
sem contar que nessa época fazer supermercado é um porre. pilhas de caixas de panetone (que eu detesto), carrinhos em alta velocidade pelas gôndolas... em períodos natalinos tem que fazer compra com bota ortopédica cano alto pra proteger os dedos e as canelas das barbeiragens de pilotos de carrinho de supermercado. donas de casas sem a devida habilitação pra pilotar o carrinho maledito, trombando nas outras pessoas, abandonando o carrinho no meio da passagem pra ir correndo buscar aquela promoção de tender antes que acabe. mulheres saíndo na porrada e rolando pelos corredores por causa de um saco de castanha. bate-boca na fila do caixa, discórdia no estacionamento. e a singela musiquinha de sininho como trilha sonora do vale tudo... ah, o natal.. época de harmonia e fraternidade.
mas corra, lola, corra..
fatboy slim
(push the tempo)
o trânsito vai ficando ainda mais caótico, um senso de urgência coletivo, desespero, todo mundo com a mãe na zona. o que já é maratona normal de rotina vira uma pressa alucinada e você deita na cama à noite com aquela sensação angustiante de que deixou de fazer muita coisa.
sem contar que nessa época fazer supermercado é um porre. pilhas de caixas de panetone (que eu detesto), carrinhos em alta velocidade pelas gôndolas... em períodos natalinos tem que fazer compra com bota ortopédica cano alto pra proteger os dedos e as canelas das barbeiragens de pilotos de carrinho de supermercado. donas de casas sem a devida habilitação pra pilotar o carrinho maledito, trombando nas outras pessoas, abandonando o carrinho no meio da passagem pra ir correndo buscar aquela promoção de tender antes que acabe. mulheres saíndo na porrada e rolando pelos corredores por causa de um saco de castanha. bate-boca na fila do caixa, discórdia no estacionamento. e a singela musiquinha de sininho como trilha sonora do vale tudo... ah, o natal.. época de harmonia e fraternidade.
mas corra, lola, corra..
fatboy slim
(push the tempo)
12 de outubro de 2009
9 de outubro de 2009
8 de outubro de 2009
money power...
a intenção inicial deste post era uma "liga" pra "road thang", uma de minhas faixas preferidas do freak power... rolou um longo garimpo pelo youtube, mas infelizmente não encontrei nenhum vídeo bacana da música... anyway, a recomendação continua.
porém, ah, porém, achei outra coisa interessante... simplesmente um comercial da levi's que foi o trampolim da carreira de norman cook (aka fatboy slim) nos estados unidos. tal febre alavancou também sua carreira no reino unido, onde as coisas não andavam muito promissoras pro lado dele.
o que acontece é o seguinte... norman veio de uma banda do pós-punk proletário inglês (era baixista do housemartins).. o lance da época era pagar de "pobre mas limpinho", tinha toda uma revolta contra o sistema e contra a forte crise econômica que a inglaterra vivia... só que, já nessa época, o cara curtia uns grooves, era um ratinho de loja de discos, cavucando fileiras atrás de raridades do soul, funk, r&b, etc... isso também nos primórdios da onda de dj, sampler... norman mudou-se pra disneylândia do freak britânico, o balneário de brighton, e aí esfriou o uniforme housemartins...
a inglaterra, com sua então febre de smiths e cia ltda, simplesmente abominava a figura de um dj... os próprios smiths entoavam o famoso "hang the dj"... e o norman, que acabara de largar o housemartins, foi visto como um traidor do movimento.
ele chegou a usar alguns alteregos em tentativas/projetos (pizzamen, por exemplo), até que juntou uma galera maluca e formou o freak power. muitos grooves, funk, acid jazz, um caldeirão cheio de suíngue... mas que só dava caldo em brighton, nas festinhas que a rapaziada organizava, e em algumas boas turnês pela europa... só que nada de vender discos... o freak power simplesmente não emplacava na terra da rainha... bem como nenhum outro projeto do norman, independente do nome de batismo.
o pós-punk passou, veio a onda lisérgica de manchester (principalmente com o stone roses) e o eco desse movimento foi a cultura do ecstasy. o hype da vez era se jogar doidão nas pistas de dança.. e em brighton não foi diferente... as bandas foram aos poucos dando lugar à música eletrônica e o dj começava então a ganhar importância.
daí começam as primeiras aparições de norman na pele de fatboy slim, acelerando o beat junto com conterrâneos do porte de chemical brothers.. mas curiosamente nessa época de embrião do psicúm, uma faixa do freak power (chamada "turn on, tune in, cop out") foi parar numa agência de propaganda na terra do tio sam e acabou virando trilha sonora de um controverso comercial do jeans levi's.
a coisa toda virou uma febre na américa e norman finalmente conseguiu projeção. foi ganhando espaço rapidamente até que o megahit "rockafeller skunk" assinou definitivamente o cheque do sujeito. a onda rebateu no caminho inverso e o reino unido resolveu se render aos grooves do acid jazz e ao novo beat eletrônico.. nomes como us3, brand new heavies, james taylor quartet e até jamiroquai agradecem a forcinha também...
enfim, muito devaneio só pra rodar o tal do comercial... tá lá então...
porém, ah, porém, achei outra coisa interessante... simplesmente um comercial da levi's que foi o trampolim da carreira de norman cook (aka fatboy slim) nos estados unidos. tal febre alavancou também sua carreira no reino unido, onde as coisas não andavam muito promissoras pro lado dele.
o que acontece é o seguinte... norman veio de uma banda do pós-punk proletário inglês (era baixista do housemartins).. o lance da época era pagar de "pobre mas limpinho", tinha toda uma revolta contra o sistema e contra a forte crise econômica que a inglaterra vivia... só que, já nessa época, o cara curtia uns grooves, era um ratinho de loja de discos, cavucando fileiras atrás de raridades do soul, funk, r&b, etc... isso também nos primórdios da onda de dj, sampler... norman mudou-se pra disneylândia do freak britânico, o balneário de brighton, e aí esfriou o uniforme housemartins...
a inglaterra, com sua então febre de smiths e cia ltda, simplesmente abominava a figura de um dj... os próprios smiths entoavam o famoso "hang the dj"... e o norman, que acabara de largar o housemartins, foi visto como um traidor do movimento.
ele chegou a usar alguns alteregos em tentativas/projetos (pizzamen, por exemplo), até que juntou uma galera maluca e formou o freak power. muitos grooves, funk, acid jazz, um caldeirão cheio de suíngue... mas que só dava caldo em brighton, nas festinhas que a rapaziada organizava, e em algumas boas turnês pela europa... só que nada de vender discos... o freak power simplesmente não emplacava na terra da rainha... bem como nenhum outro projeto do norman, independente do nome de batismo.
o pós-punk passou, veio a onda lisérgica de manchester (principalmente com o stone roses) e o eco desse movimento foi a cultura do ecstasy. o hype da vez era se jogar doidão nas pistas de dança.. e em brighton não foi diferente... as bandas foram aos poucos dando lugar à música eletrônica e o dj começava então a ganhar importância.
daí começam as primeiras aparições de norman na pele de fatboy slim, acelerando o beat junto com conterrâneos do porte de chemical brothers.. mas curiosamente nessa época de embrião do psicúm, uma faixa do freak power (chamada "turn on, tune in, cop out") foi parar numa agência de propaganda na terra do tio sam e acabou virando trilha sonora de um controverso comercial do jeans levi's.
a coisa toda virou uma febre na américa e norman finalmente conseguiu projeção. foi ganhando espaço rapidamente até que o megahit "rockafeller skunk" assinou definitivamente o cheque do sujeito. a onda rebateu no caminho inverso e o reino unido resolveu se render aos grooves do acid jazz e ao novo beat eletrônico.. nomes como us3, brand new heavies, james taylor quartet e até jamiroquai agradecem a forcinha também...
enfim, muito devaneio só pra rodar o tal do comercial... tá lá então...
still beatin'...
you know i'm drifting along
can't see where i'm going
i will get to my destination
jamiroquai
(drifting along)
can't see where i'm going
i will get to my destination
jamiroquai
(drifting along)
4 de outubro de 2009
esquemanoise...
recebi isso do danks e não dava pra deixar de publicar... alguém que finalmente conseguiu explicar fielmente o raciocínio do bom e velho gerson... sim, aquele... o malandrinho que quer sempre levar vantagem em tudo.. uma das espécimes que mais abomino na face da terra, muito complicado interagir com a minha natureza.
mas independente do gosto do freguês, pelo menos o material é divertido. e se até agora alguém não tinha entendido, tá desenhado.
mas independente do gosto do freguês, pelo menos o material é divertido. e se até agora alguém não tinha entendido, tá desenhado.
3 de outubro de 2009
winding road...
algumas dores não sabem andar sozinhas.
e algumas luzes também não, elas precisam de um par.
por isso sou obrigado a mais uma vez me despedir.
e é curioso esse conceito de adeus e saudade.
bye bye, so long, farewell. ou qualquer tradução.
não é pela língua, a dor é no peito e sem explicação.
mais um ser bonachão busca outros pra alegrar.
alma feminina, de carinho extremo, de carência,
de capacidade de fazer tudo pra chamar atenção.
lutava contra a gravidade para saltos impressionantes,
que sempre me mostravam bem o efeito da gravidade.
abalroamento e capotagem como puro sinal de carinho.
travessura com olhar de criança, urso com alma mirim.
de tão grande, vai embora e deixa um vácuo.
sobra o que não se traduz, sobra saudade.
era uma vez mais um são bernardo.
please do tell baruk i said "hi", when you meet him.
and rest in peace.
******* still missing a pic **********
(rebecca)
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