por outro lado, programas de televisão levantam discussões sobre o que é absurdo no carnaval e uma jovem questiona porque ela não pode fazer topless no rio, já que as mulheres desfilam com os peitos de fora na sapucaí. minha filha, dizia a repórter, putaria tem lugar certo. e vamos combinar, brasília e a marquês de sapucaí. praia é para família. algumas pessoas escolhem também o local de trabalho pra putaria, mas aí é outra discussão.
ah, não esqueçamos os blocos de rua. e a onda voltou com força total no rio. nomes inusitados, gente bonita e descolada e o beat incessante “quem lavou minha cueca pra fazer pano de prato”. na bahia o carnaval é hora de ganhar dinheiro. vc compra um mercedão usado, enche o tampo do baú com caixas de som e chama uma monte de gente pra ficar seguindo vc pelas ruas. e ainda fatura uma grana alta vendendo pedaços de pano colorido que o povo faz questão de vestir. aí é só deixar eles bem presos por um cordão de isolamento e tá feito.
ali mesmo eles beijam, gritam, mijam e sorriem sem parar. a música hoje é o de menos. até nx zero agora participa de shows de carnaval em salvador. e daí nasce um híbrido de axé com emo: o “axémo”... jovens com a franja caíndo pelo rosto, vestindo mortalhas negras, um sorriso esquisito, meio cara de choro non-stop, rodopiando os braços durante a coreografia do arerê. e o fim da festa fica por conta do fatboy slim, como de costume.
e aí, lança-perfume vira coisa de titio saudosista. no carnaval de hoje, o “péum-péum” vem de psicotrópicos sintéticos. antigamente a gíria era “brincar” o carnaval. hoje é cair pra dentro.
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