portas da percepção. esse era o nome que os doors usavam no começo da carreira. isso em meio a lisergia alucinada e frenética da turma universitária californiana do final dos anos 60. o nome do grupo foi inspirado em "the doors of perception", livro de aldous huxley, publicado em 1954 e que traz o caldo da viagem do autor com mescalina. o título é ainda inspirado numa citação de william blake: "if the doors of perception were cleansed everything would appear to man as it is, infinite."
bem, toda essa psicotropia inspirou muito da visão poético-caótica de james douglas morrison e os freak friends do the doors. uma carreira curta (a banda surgiu em 65, jim morrison morreu em 71), bombástica, recheada de polêmicas e, claro, boa música. muito boa música.
jim morrison aliás é das poucas figuras que conseguiram perpetuar polêmica e folclore. assim como elvis, até hoje tem gente que jura de pé junto que ele não morreu. alguns até afirmam ter encontrado jim morrison. aí nego, vamos combinar... haja mescal com lsd e jujuba.
mas enfim, me perdi no assunto de novo... todo esse devaneio sobre os doors só pra registrar que novas portas se abrem non-stop. e sem aditivos... vence uma etapa, começa outra. novo desafio, nova percepção, nova vibe... e a carga ruim fica pra trás, batendo cabeça no limbo.
meanwhile, hit the road, jack...
moonlight drive
(the doors)
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