o que acontece é que, nestes casos, o paciente tem direito ao retorno no atendimento, sem cobrança. desde que seja no mesmo hospital público. pra aliviar o próprio orçamento, o médico redirecionava o retorno para seu consultório, e aí taxava o bolso do paciente. um exxxcândalo, obviamente...
mas aí vem o outro lado da moeda... tudo bem, o paciente tem direito a quantos retornos forem necessários, sem cobrança extra. mas, e quanto o governo repassa de verba para esse médico?? niente. quanto o governo paga na tabela de atendimento (nesse caso da omb)? tipo o equivalente a um pingado e um pão na chapa. e sem manteiga, claro, por causa do colesterol.
faça uma rápida pesquisa em porta de faculdade de medicina e veja quantos alunos, prestes a se formar, estão interessados em trabalho no serviço público... vai lá ver quem quer realmente trabalhar pro estado... as profissões básicas e essenciais para que o governo faça "sua" parte, são sucateadas...
vamos fazer um exercício simples: quanto ganha mesmo o professor (público) do ensino médio e fundamental? quanto ganha um médico de atendimento de emergência? quanto ganha um policial, ou um bombeiro? a gente tende a cobrar eficiência e empenho destes profissionais, mas vira as costas pra outros problemas bem piores...
vamos inverter a moeda então... quanto ganha um deputado que constrói castelo? e quanto ganha um senador bigodudo que viaja de jatinho e dá empregos de 10 mil reais pra amigos e parentes? mais ainda, quanto ganha aquele jogador de futebol (perna de pau) que joga no seu time de coração???
acho que passou da hora da gente se questionar mais e, acima de tudo, cobrar respostas e mudanças. escândalo de jornal nacional virou mera conversa de fundo entre uma garfada e outra. brasileiro não pára de sambar, mas resta saber se o batuque tá no andamento certo.
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