2 de novembro de 2009

blowing in the wind...

mais um dos exemplos do reino unido que poderiam ser seguidos no brasil... se é que existe seriedade pra isso por aqui...

enquanto a gente assiste ao cara de pau do nosso presidente lula cochichando ao pé do ouvido com hugo chávez sobre o futuro "esqueminha" de comadres para a petrobrás e pré-sal, ou marina silva preocupada com campanha presidencial (ex-ministra do meio ambiente), carlos minc pagando de pop star (atual meio ambiente) ou o ministro de minas e energia, edison lobão, preocupado em baixar IPI de eletrodomésticos para incentivar consumo, alguém poderia mirar os olhos pra terra da rainha e "botar reparo" no que eles andam fazendo sobre energia "verde".

segundo a associação britânica de energia eólica (bwea), hoje o país já produz energia verde suficiente para abastecer toda a região de londres abaixo do rio thames. isso graças às 30 turbinas (aqueles cataventos gigantes) instaladas na costa de essex, totalizando uma produção de 4GW de energia, o que significa eletricidade suficiente para 2,3 milhões de lares britânicos, ou o equivalente à toda a escócia, por exemplo. a meta é que até o final de 2010 já sejam produzidos 12GW, o que representa 10% de toda a energia do país vindo de fontes naturais renováveis.

mas aqui em nossa terra de índios corruptos modernos, a coisa fica mais difícil. e não é por falta de vento. com a nossa dita "esquerda" tomando o poder, mas deitando na cama da burguesia pra comprar silêncio nas maracutaias internas, fica meio utópico achar que alguma iniciativa séria seja tomada. o que é uma pena. com tantas mentes brilhantes na ciência, na tecnologia e nas universidades do país, o brasil teoricamente não precisaria de mais 500 anos pra aprender a ser gente. mas por aqui é preciso ter paciência. muita paciência.

enquanto os governantes fritam a cabeça pra ver de onde tirar dinheiro pra bancar os salários astronômicos do congresso e como equacionar os já disputados lucros do pré-sal, bob dylan bucolicamente já mandava o recado lá atrás... the answer, my friend, is blowing in the wind...

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