leve penumbra... cores se perdendo suavemente no escuro. troca-se o lado de um lençol de tons e estrelas que, tanto não vemos, vira esquecimento. pés descalços buscam a areia fria, vibe boa de choque pelo corpo.
não se enxerga mais nada atrás, luz ilumina apenas o caminho a seguir. finos feixes que se esticam e vão tocando todo o contorno do corpo... uma ópera. nome de pensamento bom fazendo companhia no trajeto dos olhos. e o que vem pela frente, ainda imprevisível, não assusta o pulso sereno.
o mundo é isolado. e oscila. a pele escuta, sente, fala. mundo e eu. catarse carreira solo. ou delírio coletivo de dois. música regendo os pés, que se movem afinados em um beat sussurado. mantra cadenciado pelas ondas morrendo bem pertinho.
queda livre parado no mesmo lugar. chão, está longe do corpo. mas quem quer o chão? vento passa, abraça, molda movimento. parceiro de espera, carrega vontades numa avenida sem freios. ou regras. o não, deixa de existir. o que se espera vira possível. quando, não se sabe. só se sente chegando.
"i'm alright. i don't mind. i'm just running into something bigger than the something that i left behind." (*)
bonobo
(sleepy seven)
:: (*) megan washington - clementine ::
24 de novembro de 2010
18 de novembro de 2010
reboot?
today is the day, when i find myself away
rolling the road, spinning like this tune i sing
throwing pieces of my thoughts right into the wind.
today is the day, when i listen to the silence i've been
losing my eyes out there with nothing but sky
sleeping in the sand, to be covered only by skin.
so good to say that today is the day.
yo la tengo
(today is the day)
rolling the road, spinning like this tune i sing
throwing pieces of my thoughts right into the wind.
today is the day, when i listen to the silence i've been
losing my eyes out there with nothing but sky
sleeping in the sand, to be covered only by skin.
so good to say that today is the day.
yo la tengo
(today is the day)
17 de novembro de 2010
keep walking...
london's so nice back in your seamless rhymes
but we're lost on the westway
so we hold each other tightly
and we can wait until tomorrow.
blur
(for tomorrow)
but we're lost on the westway
so we hold each other tightly
and we can wait until tomorrow.
blur
(for tomorrow)
13 de novembro de 2010
8 de novembro de 2010
get along...
balance. sense. fate. tuning. choice.
no need for trial when you're whole.
the point is no longer about if, but when.
the strokes
(you only live once)
no need for trial when you're whole.
the point is no longer about if, but when.
the strokes
(you only live once)
26 de outubro de 2010
border...
de volta ao ponto de partida. square one.
não importa se é a primeira ou quinta vez.
começo é começo, mesmo que recomeço.
limite entre aquilo que já se sabe e o que ainda não.
limite entre o que se quer e se consegue. ou perde.
limite entre lúcido e stoned. limbo.
mix de medo, adrenalina e satisfação.
repertório de saltos ornamentais no escuro.
e uma estranha sensação muito boa.
not up to follow the timing, stay behind then.
chin up ahead, smile along.
for i shall be tomorrow.
não importa se é a primeira ou quinta vez.
começo é começo, mesmo que recomeço.
limite entre aquilo que já se sabe e o que ainda não.
limite entre o que se quer e se consegue. ou perde.
limite entre lúcido e stoned. limbo.
mix de medo, adrenalina e satisfação.
repertório de saltos ornamentais no escuro.
e uma estranha sensação muito boa.
not up to follow the timing, stay behind then.
chin up ahead, smile along.
for i shall be tomorrow.
23 de outubro de 2010
off road...
sempre fui chegado em esportes radicais... por consequência, posso dizer que sempre tive uns parafusos frouxos... curiosamente, por outro lado, nunca quebrei um osso do corpo... cortes, torções, pancadas e pele lixada no asfalto já são outra discussão..
e o assunto aqui também é outro... desabafo contra uma "catiguria" que não tem nenhum controle ou regulamentação a não ser um exame de detran... sim, to falando de caminhoneiros...
difícil criticar sem soar preconceituoso, mas a fckng-raça bem que anda merecendo uns corretivos... os caras atravessam estradas e mais estradas completamente impunes em suas "agressões" de trânsito, sem a menor cerimônia...
tô cuspindo isso pra fora porque ontem fui literalmente jogado pra fora da estrada por um desses artistas da boléia... o cara deve ter pego um traveco em beira de estrada que dormiu de calça jeans, ou perdeu um cd do zezé de camargo e luciano (mas aí pode ter sido intervenção divina) ou de repente foi obrigado a cortar aquela unha preta do dedinho que tanta utilidade tem pro dia-a-dia... não sei, mas de bem com a vida o sujeito não estava...
vinha eu cantarolando ao volante, contente e feliz, com febre e garganta fechada, uma reta maravilhosa ao final de uma boa descida... o cara trafegava mais à frente em velocidade reduzida na faixa de esquerda, ninguém na frente dele... mas pra que dar passagem aos coleguinhas, não é? bobagem, é tudo meu, a bola é minha, o apito é meu, só eu brinco...
depois de bons minutos esperando a simpatia dar passagem na pista da esquerda, sem incomodar, sem piscar farol, sem buzinar, movimentei meu carro para o lado direito, pra ver se tinha alguém à frente do infeliz e, well, não tinha... calmamente então mandei pra faixa da direita e acelerei...
qual não foi minha surpresa ao ver o caminhão jogando a delicadeza paquidérmica toda pra cima de mim... como tenho sangue frio e não me assusto com latido, continuei tocando pra frente, imaginando que seria apenas um "sustinho" que o desgraçado queria me dar...
mas aí a pista foi espremendo, os veículos foram ficando colados, já não passava nem vento entre meu retrovisor esquerdo e o caminhão... mas o cara continuava vindo pra cima... nesta hora então eu soquei a mão na buzina e o atrevido deu um golpe mais violento no caminhão, como se fosse um peteleco num mosquitinho preto que zunisse na orelha direita...
fui jogado pra fora da estrada, numa área com terreno irregular e levemente inclinada que, por sorte não tinha lombadas de terra.. do contrário tinha virado filme americano com carros dando piruetas laterais no ar... se eu tivesse freado, não tava aqui digitando bobagens... teria rodado e abraçado algumas árvores de frente...
o nervo dos esportes radicais me fez atravessar terra e mato em velocidade, suportar a trepidação em beat de coqueteleira e voltar pra pista... e é aí que começou o pior dilema da conversa... o que fazer agora? hein? hein?
várias cenas de filme passaram na minha cabeça... desce do carro e chama o caminhoneiro no box... dá um cavalo da pau no meio da pista, saca a automática e descarrega a fúria jack bauer no sujeito... acelera forte e desaparece na estrada pra esperar o cara na outra curva com uma bomba mcgyver feita com garrafinha de gatorade uva, chiclete de canela, uma caneta bic, moedas e uma pilha AAA... o repertório de impropérios foi despejado automaticamente e involuntariamente assim que voltei pro asfalto, mas isso era pouco...
não, não... na verdade o que mais deu vontade foi encarnar mad max, pegar uma "gaiola" assassina daquela e acelerar de frente pra ele... nem michael douglas no seu dia de fúria teria maior diversão..
enfim, é a vida.. depois deste incidente eu ainda consegui colocar uma caravela dentro de uma garrafa, fazer uma cirurgia de cérebro, desativar uma bomba relógio e pregar 18 botões de camisa... e sem ajuda da jujuba... well, acho que passei no teste de nervos...
dead kennedys
(police truck)
e o assunto aqui também é outro... desabafo contra uma "catiguria" que não tem nenhum controle ou regulamentação a não ser um exame de detran... sim, to falando de caminhoneiros...
difícil criticar sem soar preconceituoso, mas a fckng-raça bem que anda merecendo uns corretivos... os caras atravessam estradas e mais estradas completamente impunes em suas "agressões" de trânsito, sem a menor cerimônia...
tô cuspindo isso pra fora porque ontem fui literalmente jogado pra fora da estrada por um desses artistas da boléia... o cara deve ter pego um traveco em beira de estrada que dormiu de calça jeans, ou perdeu um cd do zezé de camargo e luciano (mas aí pode ter sido intervenção divina) ou de repente foi obrigado a cortar aquela unha preta do dedinho que tanta utilidade tem pro dia-a-dia... não sei, mas de bem com a vida o sujeito não estava...
vinha eu cantarolando ao volante, contente e feliz, com febre e garganta fechada, uma reta maravilhosa ao final de uma boa descida... o cara trafegava mais à frente em velocidade reduzida na faixa de esquerda, ninguém na frente dele... mas pra que dar passagem aos coleguinhas, não é? bobagem, é tudo meu, a bola é minha, o apito é meu, só eu brinco...
depois de bons minutos esperando a simpatia dar passagem na pista da esquerda, sem incomodar, sem piscar farol, sem buzinar, movimentei meu carro para o lado direito, pra ver se tinha alguém à frente do infeliz e, well, não tinha... calmamente então mandei pra faixa da direita e acelerei...
qual não foi minha surpresa ao ver o caminhão jogando a delicadeza paquidérmica toda pra cima de mim... como tenho sangue frio e não me assusto com latido, continuei tocando pra frente, imaginando que seria apenas um "sustinho" que o desgraçado queria me dar...
mas aí a pista foi espremendo, os veículos foram ficando colados, já não passava nem vento entre meu retrovisor esquerdo e o caminhão... mas o cara continuava vindo pra cima... nesta hora então eu soquei a mão na buzina e o atrevido deu um golpe mais violento no caminhão, como se fosse um peteleco num mosquitinho preto que zunisse na orelha direita...
fui jogado pra fora da estrada, numa área com terreno irregular e levemente inclinada que, por sorte não tinha lombadas de terra.. do contrário tinha virado filme americano com carros dando piruetas laterais no ar... se eu tivesse freado, não tava aqui digitando bobagens... teria rodado e abraçado algumas árvores de frente...
o nervo dos esportes radicais me fez atravessar terra e mato em velocidade, suportar a trepidação em beat de coqueteleira e voltar pra pista... e é aí que começou o pior dilema da conversa... o que fazer agora? hein? hein?
várias cenas de filme passaram na minha cabeça... desce do carro e chama o caminhoneiro no box... dá um cavalo da pau no meio da pista, saca a automática e descarrega a fúria jack bauer no sujeito... acelera forte e desaparece na estrada pra esperar o cara na outra curva com uma bomba mcgyver feita com garrafinha de gatorade uva, chiclete de canela, uma caneta bic, moedas e uma pilha AAA... o repertório de impropérios foi despejado automaticamente e involuntariamente assim que voltei pro asfalto, mas isso era pouco...
não, não... na verdade o que mais deu vontade foi encarnar mad max, pegar uma "gaiola" assassina daquela e acelerar de frente pra ele... nem michael douglas no seu dia de fúria teria maior diversão..
enfim, é a vida.. depois deste incidente eu ainda consegui colocar uma caravela dentro de uma garrafa, fazer uma cirurgia de cérebro, desativar uma bomba relógio e pregar 18 botões de camisa... e sem ajuda da jujuba... well, acho que passei no teste de nervos...
dead kennedys
(police truck)
24 de setembro de 2010
watch out...
normalmente este singelo espaço tem via preferencial para música... é onde (até pouco, ou nem tão pouco, tempo atrás) eu costumava concentrar dicas, novidades ou destaques do que mais gosto de ouvir... mas hoje, infelizmente, o caso é diferente...
sinto-me no dever de alertar aos amigos leitores sobre um mal que anda crescendo em nossa sociedade.. eu achava que a coisa ainda era meio controlada, no entanto agora a conversa mudou... um vírus perigosíssimo se espalha pelos cantos, pega carona no ar e já ultrapassa as fronteiras-horizontinas-de-montanha-ôca...
sim, meus amigos, temos uma séria pandemia em nossas mãos... os maiores motoristas murrinhas de honda civic já perceberam que beagá é pequena demais pra nós dois e, num ato de extrema rebeldia, ganharam o asfalto esburacado das rodovias para atacar em outras sertanias...
você se manda pra estrada e lá estão eles, dezenas de hondas civic, rastejando os 30 km/h na pista da esquerda, absolutamente inabaláveis, destruindo o sistema imune do retrovisor, com a segunda marcha travada... um som dilacerante que ainda assim não perturba o dna do vírus, uma vez que este também é surdo...
fast lane (nome absolutamente oportuno para o post) deixa então a dica: reforcem a vitamina c, a dosagem de gincobiloba e tenham sempre um cd de sons da natureza no carro.. barulho de água não é recomendado, pode forçar muitas paradas pro pips-amigo... mas, muito cuidado, você também pode ser uma vítima desta doença... watch out, folks!
(n.a.: num trajeto de 250 km no dia de hoje, foram 9 ataques a este que vos escreve...)
sinto-me no dever de alertar aos amigos leitores sobre um mal que anda crescendo em nossa sociedade.. eu achava que a coisa ainda era meio controlada, no entanto agora a conversa mudou... um vírus perigosíssimo se espalha pelos cantos, pega carona no ar e já ultrapassa as fronteiras-horizontinas-de-montanha-ôca...
sim, meus amigos, temos uma séria pandemia em nossas mãos... os maiores motoristas murrinhas de honda civic já perceberam que beagá é pequena demais pra nós dois e, num ato de extrema rebeldia, ganharam o asfalto esburacado das rodovias para atacar em outras sertanias...
você se manda pra estrada e lá estão eles, dezenas de hondas civic, rastejando os 30 km/h na pista da esquerda, absolutamente inabaláveis, destruindo o sistema imune do retrovisor, com a segunda marcha travada... um som dilacerante que ainda assim não perturba o dna do vírus, uma vez que este também é surdo...
fast lane (nome absolutamente oportuno para o post) deixa então a dica: reforcem a vitamina c, a dosagem de gincobiloba e tenham sempre um cd de sons da natureza no carro.. barulho de água não é recomendado, pode forçar muitas paradas pro pips-amigo... mas, muito cuidado, você também pode ser uma vítima desta doença... watch out, folks!
(n.a.: num trajeto de 250 km no dia de hoje, foram 9 ataques a este que vos escreve...)
21 de setembro de 2010
dorme (?) com esse barulho...
ora, ora... depois de muito tempo sem aparecer por aqui e sem insônia, veja quem ela trouxe... num dia de fúria, decepções e administração de fralda suja em marmanjo, a madrugada nicotinosa 220v pelo menos relembrou o divã de despejo virtual para insanidades... aí resolvi deixar um alô...
ninguém lê, nem eu mesmo leio... pobre in-blog-uio desamparado na segunda-feira... mas vem hiato de hospício por aí, vou ter mais tempo pra praticar esse esporte... alguns alfinetes já estão prontos, o repertório voltou a engordar no último final de semana... e a vontade de dividir boa música também!!!! ieeeeeeeeeeeei!!
mas, cá entre nós, alguém tem uma jujuba por aí? rivotril, talvez? cianureto?
ninguém lê, nem eu mesmo leio... pobre in-blog-uio desamparado na segunda-feira... mas vem hiato de hospício por aí, vou ter mais tempo pra praticar esse esporte... alguns alfinetes já estão prontos, o repertório voltou a engordar no último final de semana... e a vontade de dividir boa música também!!!! ieeeeeeeeeeeei!!
mas, cá entre nós, alguém tem uma jujuba por aí? rivotril, talvez? cianureto?
11 de abril de 2010
5 de abril de 2010
fly on...
céus de outono ainda mais coloridos.
mais leves, mais doces, mais iluminados.
e a gente por aqui, agora com vontade
que não cessa. vontade de olhar pra cima.
olhar pra cima e ver em nuvens amplas e macias
o rosto dela que nos observa. suavemente.
bravura tão grande em embalagem tão pequena,
carinhosa e amável em tamanho sem medida.
aqui embaixo, bem, aqui embaixo parte é amputada.
mas com sensação de algo bom que nos rodeia.
agora anjo novo, zelando por seus órfãos.
voando por aí, à espera de seu novo tempo.
fly on, my sweet angel... fly on, mary mary...
jimi hendrix
(angel)
mais leves, mais doces, mais iluminados.
e a gente por aqui, agora com vontade
que não cessa. vontade de olhar pra cima.
olhar pra cima e ver em nuvens amplas e macias
o rosto dela que nos observa. suavemente.
bravura tão grande em embalagem tão pequena,
carinhosa e amável em tamanho sem medida.
aqui embaixo, bem, aqui embaixo parte é amputada.
mas com sensação de algo bom que nos rodeia.
agora anjo novo, zelando por seus órfãos.
voando por aí, à espera de seu novo tempo.
fly on, my sweet angel... fly on, mary mary...
jimi hendrix
(angel)
18 de março de 2010
ride!
o asfalto da estrada vira um vício. uma necessidade.
boa sensação de retrovisor lateral deixando coisas pra trás.
diversão e adrenalina nas curvas e caminhos sinuosos.
nada precisa ser simplesmente reta. need for speed.
adoro vida passando em velocidade. habilidade em concentração.
trilha sonora num mosaico so loud de reflexões soltas em divã.
olhos enxergam muito além dos óculos escuros.
e me pego no espelho com sorriso de canto de boca.
boa sensação de retrovisor lateral deixando coisas pra trás.
diversão e adrenalina nas curvas e caminhos sinuosos.
nada precisa ser simplesmente reta. need for speed.
adoro vida passando em velocidade. habilidade em concentração.
trilha sonora num mosaico so loud de reflexões soltas em divã.
olhos enxergam muito além dos óculos escuros.
e me pego no espelho com sorriso de canto de boca.
10 de março de 2010
21 de fevereiro de 2010
motion...
things back in motion.
vibrating white lights.
new house. good old me.
the animals
(house of the rising sun)
vibrating white lights.
new house. good old me.
the animals
(house of the rising sun)
through...
clear enough to sharp eyes.
not blind. not dumb. not deaf.
so i see and keep walking.
chin up ahead.
not blind. not dumb. not deaf.
so i see and keep walking.
chin up ahead.
20 de fevereiro de 2010
when you're down with sublime you get...
so good to know what is sublime
for tricks you saw are left behind
no time to what ain't worth a dime
the laugh you take goes high all night
sublime
(don't push)
for tricks you saw are left behind
no time to what ain't worth a dime
the laugh you take goes high all night
sublime
(don't push)
14 de fevereiro de 2010
as time goes by...
20 de janeiro de 2010
once upon a time...
dias saudosistas... e aí a memória da gente se torna uma mola curiosa, rebate flashes pitorescos há muito esquecidos, detalhes hilários, alguns sórdidos, aquela sensação romântica de épocas e momentos sublimes.
tô falando disso porque tive um destes momentos... flash back de começo de faculdade, com são paulo ainda menos violenta, festas históricas e cultura de praia... um pouco mais de inocência (no bom sentido), não tinha celular, não tinha internet... desenhos em aerógrafo, as rádios eram legais (bons tempos de 89FM e brasil 2000), e o dinheiro, ainda que apertado, conseguia bancar todas as diversões... inclusive as cervejadas em mesa de truco no bar azul (lendário point da comunicação da unip luiz góes na night)...
e desse comecinho tem uma cena que não me sai da cabeça... na verdade eram trocentas variações sobre o mesmo tema, afinal foram vários finais de semana com a mesma barca...
um carro... gol plus bordeaux, andava que nem um capeta... três dementes... xande, renato e o terceiro eu prefiro não confessar.. a cena é escura, tem algum apoio da lua, uma porrada de estrelas pipocando e os faróis do carro dirigindo a história... estrada apertada, curvas perigosas e emocionantes, velocidade... sempre em velocidade... ninguém tem medo, como disse, eram três dementes... não sei explicar bem, mas essas figuras conseguiam conversar em meio ao som ensurdecedor... e normalmente passavam a maior parte do tempo dobrando de rir... ou fazendo outros rirem... status default...
o caminho de asfalto, entre barê e ilha bela (município de são sebastião, litoral norte de sp), era praticamente instintivo, um trilho que respondia ao dna das personagens... euforia e disposição pra night de ilha bela, depois de um dia deslizando a pranchinha na "pista molhada" do guaecá..
vento na cara... os faróis vão desvendando a adrenalina e fazendo a contagem regressiva pra fila da balsa... e sempre tinha fila... o mais curioso era torcer pra ter fila, justamente a oportunidade de fazer bagunça e conhecer um monte de gente... e invariavelmente era o que acontecia... já na vila de ilha bela o clima era de chegar no quintal de casa, encontrar amigos, gatinhas e rir. muito. obviamente.
e o gatilho pra tanto flash back? uma fita-cassete, sempre especialmente preparada, que marcava a trilha sonora... tipo combustível... o lema era "sem som não anda" e a regra levada ao extremo... a primeira marcha não era engatada enquanto o som não estivesse "desenhando" a trilha... e a faixa abaixo era uma das muitas pérolas que não saíam do repeat. bons tempos.
ramones
(rockaway beach)
tô falando disso porque tive um destes momentos... flash back de começo de faculdade, com são paulo ainda menos violenta, festas históricas e cultura de praia... um pouco mais de inocência (no bom sentido), não tinha celular, não tinha internet... desenhos em aerógrafo, as rádios eram legais (bons tempos de 89FM e brasil 2000), e o dinheiro, ainda que apertado, conseguia bancar todas as diversões... inclusive as cervejadas em mesa de truco no bar azul (lendário point da comunicação da unip luiz góes na night)...
e desse comecinho tem uma cena que não me sai da cabeça... na verdade eram trocentas variações sobre o mesmo tema, afinal foram vários finais de semana com a mesma barca...
um carro... gol plus bordeaux, andava que nem um capeta... três dementes... xande, renato e o terceiro eu prefiro não confessar.. a cena é escura, tem algum apoio da lua, uma porrada de estrelas pipocando e os faróis do carro dirigindo a história... estrada apertada, curvas perigosas e emocionantes, velocidade... sempre em velocidade... ninguém tem medo, como disse, eram três dementes... não sei explicar bem, mas essas figuras conseguiam conversar em meio ao som ensurdecedor... e normalmente passavam a maior parte do tempo dobrando de rir... ou fazendo outros rirem... status default...
o caminho de asfalto, entre barê e ilha bela (município de são sebastião, litoral norte de sp), era praticamente instintivo, um trilho que respondia ao dna das personagens... euforia e disposição pra night de ilha bela, depois de um dia deslizando a pranchinha na "pista molhada" do guaecá..
vento na cara... os faróis vão desvendando a adrenalina e fazendo a contagem regressiva pra fila da balsa... e sempre tinha fila... o mais curioso era torcer pra ter fila, justamente a oportunidade de fazer bagunça e conhecer um monte de gente... e invariavelmente era o que acontecia... já na vila de ilha bela o clima era de chegar no quintal de casa, encontrar amigos, gatinhas e rir. muito. obviamente.
e o gatilho pra tanto flash back? uma fita-cassete, sempre especialmente preparada, que marcava a trilha sonora... tipo combustível... o lema era "sem som não anda" e a regra levada ao extremo... a primeira marcha não era engatada enquanto o som não estivesse "desenhando" a trilha... e a faixa abaixo era uma das muitas pérolas que não saíam do repeat. bons tempos.
ramones
(rockaway beach)
13 de janeiro de 2010
o bon e o velho...
ontem conheci pessoalmente e ainda tomei uns copos com ninguém menos que bon scott, a lenda vocal do ac/dc... muita gente acredita que ele morreu há muitos anos, mas não... assim como elvis, jim morrison, lennon e tião macalé, bon estava escondido em um retiro-podicrê-para-artistas-perturbados lá nos arredores do vilarejo de milho verde... eis que ontem ele resolveu passear por belo uórizonte pra variar o cardápio de pamonha... pelo menos agora o sujeito criou mais juízo e abandonou a calça "santropeito", além daquele coletinho jeans ridículo acima do umbigo... e ficou muito emocionado ao encontrar um fã tão devotado, que também curte uns drinques, falar bobagem e boas risadas... um pouco maluco, devo admitir... but bon scott knows all about a problem child...
ac/dc
(problem child)
ac/dc
(problem child)
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