11 de fevereiro de 2008

conselho eletrônico de uma fadinha

"...a coisa era limpa: como se tratava de uma pessoa, então o limpo resultado fora cumprir a experiência de não poder. pareceu-lhe mesmo que poucas pessoas haviam tido a honra de não poder. pois, numa sensação genial, nascida talvez da sua dor, ele soube que o resultado mais acertado era falhar... mas falhara? porque a compensação também era fatal. pois, num equilíbrio perfeito, acontecia que se ele não tinha as palavras, tinha o silêncio. e se não tinha a ação, tinha o grande amor. um homem podia não saber nada; mas sabia como se virar, por exemplo, para o lado do poente: um homem tinha o grande recurso da atitude. se não tivesse o medo de ser mudo..."
(clarice lispector)

3 comentários:

dida disse...

Achei seu blog! Que orgulho!! kkkkkkk!
Lindo esse texto da Clarice! Acho que veio mesmo na hora certa! Essa fadinha é mesmo porreta! Mas como sou da turma do Mário Quintana, um tiquinho mais irônico, achei um texto para você, que não é para agora...mas guarda que ainda vai te servir! É a nossa cara!!


Não te irrites, por mais que te fizerem...
Estuda, a frio, o coração alheio.
Farás, assim, do mal que eles te querem,
Teu mais amável e sutil recreio…

dida disse...

Ah! não te falei que não sei dessas coisas! Dida é meu nome num blog que eu criei há séculos e deixei pra lá!

bj
Fernanda

DUKS disse...

uôu!!!! neurônios funcionantes...
sensacional esse texto, coisas na vida da gente que não se explicam, simplesmente aparecem em momentos inesperados... e impressionam pela capacidade de conforto...

e agradeço o texto do quintana... sensacional tb!!! já ganhou lugar nos posts do blog!!!!!

thanx "dida"!
(dida foi ótimo)
kkkkkkkkkkkkkkkkk

bjk!