11 de agosto de 2009

end of the world (as we know it)

ah, o prazer de dirigir... tem gente que detesta, uns fazem por obrigação, outros se aventuram... mas tem uma patota que definitivamente nasceu desprovida desse talento. tarja preta, deveria ser controlada por algum ministério. mas desses a gente fala daqui a pouco, porque primeiro eu tava viajando no prazer em dirigir por uma boa estrada...

sim... o som alto, velocidade, um bólido deslizando perfeitamente pelo asfalto (bólido é bonito, fala a verdade)... cortando o vento, buscando o que vem do outro lado da curva e da montanha. às vezes dirigir é altamente bucólico. além de emocionante, claro. pra quem gosta, pode conter uma boa dosagem de adrenalina.

mas a estrada também pode virar um pesadelo. principalmente porque tem "governantas" que insistem em estragar a cena do filme, abandonando as estradas para trânsito exclusivo de tanques de guerra.

quem dirige alegremente pela nossa br-040, sentido brasília-bh, sabe muito bem... atravessar a fronteira de goiânia com minas gerais é quase uma redundância. nem precisava de placa avisando, você sabe exatamente o momento da divisa quando seu carro faz o barulho de um violão quebrando na parede. é o asfalto que muda radicalmente, assumindo agora a forma de um chokito. mas não há de ser nada, um dia você ganha dinheiro e vai correr as estradas européias, pra terminar de viajar no seu filme. ou então arrume um tempinho pra dar umas bandas pela rodovia dos bandeirantes em são paulo...

das tomadas desse sonhado longa-metragem, a gente cai em cenas curtas: o trânsito. trânsito é uma coisa que não ganha a possibilidade de ficar melhor. não tem remédio. nem amargo. só pode ficar pior. e se somarmos então tal fator negativo, já condenado, à perícia de um bom punhado de "às-no-volante", vira chacota.

e troca de gentilezas urbanas. em são paulo, o povo xinga motorista barbeiro de "baiano". em brasília, xingam de "goiano"... em goiânia, bem, xingam de "goiano" mesmo... em bh você pergunta ao motorista se ele é um barbeiro da pior espécie e ele responde: "uai, sô". e o trânsito da cidade consegue ser caótico não pela quantidade de carros, mas pela "catiguria" dos ditos condutores. sem contar o gasto inútil com a construção de calçadas, já que em bh o povo anda mesmo é na rua.

enfim... em breve você vai levar seu carro pro trabalho em etapas. anda alguns metros na rua, larga ele lá no engarrafamento e termina o trajeto no decorrer da semana. e aí aproveita o fim de semana pra passear de carro com a família no itinerário da volta pra casa.

well, well... se você gosta mesmo de dirigir, aproveite bastante meu amigo. seus dias de engatar a terceira marcha estão contados.

2 comentários:

Unknown disse...

ADOREI!
não importa a qualidade das estradas ou a quantidade de veículos, motorista navalha e pedestre maluco são universais!

DUKS disse...

well, tem razão... mas algumas espécimes deste universo estão concentradas em bh... não consigo entender muito bem o motivo.. talvez a proximidade com varginha...