25 de junho de 2011

identidade grohl..

tudo bem, dave grohl é sim um dos nomes mais prestigiados da cena rock atual, o cara é considerado mega boa praça, divertido, parceiro, difícil ouvir críticas a seu respeito.. conseguiu sobreviver ao fim de uma das bandas mais meteóricas de todos os tempos (o nirvana, ícone do grunge), trocou de posição (de baterista - e um puta baterista -, virou guitarrista e front man) e começou tudo de novo.. e o foo fighters está aí, até hoje..

no mínimo emocionante.. e mesmo num caminho de muitas avenidas largas, não dá pra evitar trechos de buracos e quebra-molas.. com dave grohl, foram vários.. desde a morte do colega kurt cobain, depois diversas trocas de integrantes no foo fighters, uma overdose do baterista taylor hawkins (que quase bateu as botas em londres), o ritmo pesado da estrada nas turnês, muito álcool e aditivos.. um coquetel de experiências e maluquices..

claro que esse povo tem muita história pra contar.. e o documentário "back and forth" consegue um bom apanhado disso tudo.. relatos abertos de todos que já passaram ou continuam no foo fighters, o processo e/ou parto de cada disco da carreira, dramas de relação e por aí vai.. um resumão da saga..

e o filme, que sai logo depois do lançamento do mais recente álbum "wasting light", ganhou sessions especiais no cinema, com direito à uma perfomance 3D do repertório do novo trabalho. vale a pena demais.

continuo tendo minhas cismas com o disco "wasting light", ainda acho um tanto aquém dos cds anteriores (não que seja lixo, eu é que esperava muuuuito mais, confesso), mas não dá pra negar que dave grohl é um sobrevivente... ficar no meio desse mato com um monte de peçonha em volta não é pra qualquer um.. e a tarefa de fazer rock hoje em dia é bem complicada.. o foo fighters valoriza as guitarras, dosa um tempero pop honesto, sabe agradar as gravadoras e consegue colocar peso sem soar metaleiro vovô ou emo punk de vinho chapinha... e os caras ainda têm taylor hawkins, claro.. tsc-tsc-tsc..

como fã, continuo esperando pela novidade certa, ou aquela faixa que faz balançar da cadeira instantaneamente (há uns bons anos eles não conseguem esse impacto)... e torço pra que venha muito mais.. a maturidade cria um desafio maior pra proposta roqueira (é fácil virar piegas), porém, taylor hawkins manda o recado exato quando perguntado sobre como é ser um rock star: "não sou um rock star, sou um músico".. touché.

anyway, não vou ficar aqui estragando surpresa.. pra quem curte o grupo, vale uma session de pipoca e guaraná jesus (ou jack daniels, talvez) pra assistir o documentário "back and forth"... reúna os coleguinhas de novena e aperte o play.. e, vai por mim, de preferência com o som bem alto..

foo fighters
(all my life)

21 de junho de 2011

krve starého města..

porque aceitei este encontro? essa foi a pergunta que martelou minha cabeça (e deveria ter sido melhor ponderada antes) desde que desci do tramvaj (ônibus elétrico), perto de petrin gardens, onde termina a descida do funicular de petrin hill, colina que oferece uma das vistas mais lindas de praga... cá entre nós, funicular é ótimo, não? esse nome semi-erótico para bondinho..

não havia tempo pra turismo noturno.. basicamente perdi a hora injetando doses cavalares de cafeína (pra cortar o porre) num café em malá strana, região próxima ao palácio real, e como escurece cedo no inverno, nem percebi que já seria difícil brincar de transporte pela cidade após a meia noite. o jeito mais rápido pra chegar na cidade velha (starého města), naquele horário, era mesmo na base da botina.. e eu estava um pouco atrasado.

dali o caminho era simples, tipo uns 10 minutos de caminhada e já tinha cruzado a ponte légií, de volta ao miolo antigo.. rolavam também uns atalhos pra chegar ao local combinado, o národní muzeum (museu nacional).. um verdadeiro zigue-zague de ruelas, becos escuros e alguns gasparzinhos.. mas ainda tinha um pouco mais de pedal pela frente..

a noite era daquelas com lua escondida entre algumas breves nuvens.. as ruas do centro, forradas com pedras antigas formando um tapete irregular, refletiam a fraca luz dos postes na umidade da bruma fria.. e o ar gótico impregnado em tudo.. quase não se encontra alma viva pelo trajeto..

depois de um tempo, achei melhor sair do labirinto e voltar para as avenidas principais, confesso que comecei a ficar meio paranóico.. pensamentos malucos.. porque diabos ela tinha marcado a conversa na entrada do museu? ainda não estava claro pra mim.. e porque ela saiu correndo?

callie rose


a tal "ela" em questão, era callie rose, nome de guerra de uma prostituta da eslováquia, pouco mais de 18 anos, fruto da ressaca de um comunismo feroz.. depois de tentar a vida em alguns países do bloco comum europeu, acabou voltando pra antiga capital, desta vez como propriedade de um poderoso chefe da máfia tcheca. só mais tarde fui descobrir a trama toda e seu nome verdadeiro: eliška.

conheci callie rose, ou eliška, dentro de um restaurante mexicano, ainda na área de malá strana.. surreal encontrar em praga um dos melhores pratos mexicanos que já comi em minha vida (e acredite, o teto do local é todo revestido com sacos de café de guaxupé!!), também meu ponto predileto pra degustar uma frozen marguerita de morango, como poucas que já provei..

só que o motivo de estar ali hoje era outro: precisava de um informante.. minha fluência no idioma tcheco é pior do que criança em pré-primário e por isso às vezes fica difícil pedir informações, caso não encontre alguém que pelo menos arranhe o inglês.. eu tentava descobrir quem poderia me ajudar com acesso a registros policiais.. para isso, o melhor caminho para um estrangeiro seria descolar um colega certo de porre.. bebum vira melhor amigo e conta tudo.. e olha que em praga o povo bebe direitinho.. então nessas horas, o cafetão ideal é sempre o barman... gasta direitinho no bar que ele te ajuda..

em algum momento callie deve ter me ouvido mencionar máfia e acho que isso atraiu sua atenção.. logo ela estava sentada ao meu lado no balcão, com o ouvido apontado pra mim.. claro que, de cara, percebi que aquela linda loira na banqueta ao lado não era produto do meu charme, nem demorou muito pra perceber o selo de "profissional" do esporte.. mas eu tampouco aparentava ser rico (não que eu fosse mulambento, mas rico estaria em outros restaurantes), por isso fiquei também curioso com o súbito interesse da jovem, já com olhar fixo em mim.. tudo bem, a tequila cumpria a parte dela, eu já ria um bocado e talvez a bela moça não fosse a única a me observar.. só que eu já tava no modelo "i don't give a shit", uma vez que eu era habitué do recinto e atração diária (ou cobaia) dos garçons, pra aprender palavrão em tcheco (povo adora ensinar isso pra turista, não?).

o submundo de praga sempre me fascinou.. o clima de máfia de leste europeu, com suas BMWs roubadas (praga ainda tem um alto índice de roubo de carros de luxo e o preço dos seguros de automóveis é astronômico), lindas loiras em casacos de pele, uma turminha casca grossa com o sangue aquecido à base de litros de slivovice (bebida local, uma pinga de ameixa).. mas não foi por acaso que despenquei na república tcheca.. existia um nome, sempre citado nas minhas últimas pesquisas em londres, que acabou me levando a praga: ondřej. ele era o motivo, o mistério que eu perseguia. e eu só sabia o primeiro nome.. por enquanto..

lembro de ter citado o bendito nome ondřej apenas uma única vez no balcão do mexicano, meio que pra testar o nervo da coisa.. baaaammmm! o barman derrubou metade da marguerita da taça, e, sem olhar pra trás, começou a praguejar enquanto completava novamente a dose do drink (praguejar em praga é absolutamente formidável, não?).. foi nessa hora que callie rose me abordou.. passou a mão pelo meu ombro delicadamente, como se me convidasse a um programa, cochichou no meu ouvido e sumiu.. não tive tempo nem de responder..

národní muzeum


frio... muito frio mesmo... frio da porra... faltavam alguns minutos pro relógio bater 1 da manhã, horário combinado em frente ao museu.. durante a caminhada cheguei a duvidar do encontro, ou da "best information" que ela prometeu, quase suspirando ao meu ouvido... tava com cara de pegadinha do malandro, ou coisa pior, só que algo me dizia que a menina falava sério.. e muito..

cheguei pela václavské, uma larga avenida que percorre as laterais da praça carlos (ou karlovo náměstí) e leva direto ao pórtico de entrada do muzeum.. fui andando bem rente às portas fechadas do comércio, aproveitando a sombra da noite escura pra mapear toda a fachada do prédio antes de ir pro campo aberto.. não estava com muita vontade de surpresinhas desagradáveis.. assalto seria o de menos, pois além de algumas korunas no bolso (moeda local), de valor mesmo só o celular.. nem meu passaporte eu carregava..

demorei pra enxergar callie rose camuflada na lateral da escadaria, ela não era alta e vestia um longo casado preto.. estava estática, na entrada esquerda.. talvez o frio polar inibisse qualquer movimento.. quando me avistou, ela olhou atentamente para os lados, fez sinal pra me aproximar rapidamente e recuou alguns passos para um canto escuro abaixo da escadaria..

eu mal conseguia enxergar seu rosto, só podia sentir o mesmo perfume do balcão do restaurante.. se era caro ou não, nem arrisco dizer, mas era um cheiro suave e agradável, nada do estereótipo de perfume doce e vagabundo de prostitutas que usam batom igual o bozo.. ainda não havia nela uma pose de mulher altiva, mas dava pra sacar que era uma coleguinha profissional de luxo.

ao me aproximar, fui puxado pra bem perto, como uma criança que precisa ouvir um segredo.. mesmo à pouca distância, só era possível distinguir o contorno do belo rosto, de pele bem branca, com grandes olhos azuis, doce e ainda jovial, mas endurecido no perrengue da labuta.. as palavras, afobadas e num tcheco/inglês embolado no começo, logo começaram a fazer sentido: "você está em apuros, já me viram falando com você".. não pude entender a dimensão do que ouvia, será que falei demais no restaurante? que drama era esse? "você precisa mudar de hotel ainda hoje".. sério? o que deu nessa doida??

cena confusa.. naquele momento foi tudo o que consegui pensar.. lembro de sentir a mão de callie apertando meu pulso.. e um grito em tcheco.. depois disso foi tudo teto preto.. vi o chão chegando perto em quinta marcha e não lembro de mais nada.

(to be continued)

19 de junho de 2011

a touch of grace..

polarize me
sensitize me
criticize me
civilize me
compensate me
animate me
complicate me
elevate me

rush
(animate)

17 de junho de 2011

groove is in the heart..

via expressa do desconhecido com semáforos descontrolados.. acho que isso meio que ilustra como me sinto ultimamente.. beats atravessados, repertório indefinido e vez ou outra alguém da banda fora da afinação.. a deixa vai cada vez mais pro solo de baixo.. groovão com slaps..

ah, o delírio das metáforas.. desabafo em território seguro.. um suspiro profundo que ninguém vê.. ligação direta subconsciente via DDD.. me and myself..

atalho pra desviar do receio embolado.. do erro de escolha.. ou falta dela.. coisas que deveriam ser ditas diretamente e não são.. julgamentos pré-concebidos, miopia, equívocos do "so i've heard".. como atrapalha.. tsc-tsc-tsc..

no fim o que vale é a vontade.. volume alto, vozes contornando um refrão em vibe equalizada no modo full.. groove is in the heart.. vontade em estado puro.. como apertar o pause no momento bom, até queimar a retina, pra se enxergar depois de olhos fechados..

não é difícil.. basta apreciar a vontade..
life's easy?

the qualitons
(wandering will)

6 de abril de 2011

tūrangawaewae..

muitas vezes recomeço vira uma coisa assustadora.. dá frio na barriga, a gente tem um tendência a criar obstáculos e enxergar uma lista enorme de dificuldades.. fora a preguiça de fazer um tanto de coisa de novo..

mas é aí que o engano é maior.. não tem "de novo".. tem só "novo".. alguns processos acabam sendo semelhantes, muitas rotinas são assim, por outro lado se você tem a capacidade de se apaixonar pelo novo, o que sobra é descobrir.. muitas vezes a si mesmo.. reciclar, além da convenção de politicamente correto, faz um bem danado pra nossa vibe. sair novo, é sair melhor.

hoje é dia 6, aniversário de uma das figuras mais complexas, malucas, estritamente corretas e divertidas que eu conheço (quando não acorda com o taz encarnado).

foi se aventurar entre "índios" maori, correu atrás de um projeto e tá subindo no pódio da selva.. a gente só se descobre sozinho.. só aprende nosso potencial quando busca dentro da gente.. e esses caminhos são os melhores..

veni, vidi, vici.. hail brother, o eterno george of the jungle.
keep on rockin'..

ka kite, tuakana!



(*) tūrangawaewae (maori expression) means a place to stand, a place to belong to, a seat or location of identity.

5 de abril de 2011

i see dead people..

há exatos 17 anos morria uma das figuras mais polêmicas da cena rock mundial: kurt donald cobain.. nem sei se preciso falar que o cara era o líder do grupo nirvana, um dos maiores expoentes da safra grunge de seattle nos anos 90 e que tinha 27 anos de idade (mais um pra alimentar a lenda dos grandes astros que morrem com esta idade).

acho que nem tem muito o que ficar rendendo aqui também, kurt era o modelo rebelde com sequelas de infância confusa e sofrida, abandono de pais, morou na rua, chapava até cheirando gás de tubos de creme de barba e desodorante.. pelo menos ficava com o cheiro do espírito adolescente.. além de doidão, claro.

tive uma birra crônica pelo nirvana e principalmente pelo kurt no começo da história, apesar de algumas músicas me agradarem.. mas achava que era muita vontade de "pagar" de sou maluco.. depois é que fui descobrir que ele é quem tinha uma preguiça aguda da tietagem, idolatria e "endeusamento" criado pra ele.. o menino não conseguia nem andar na rua sossegado.. e não deu conta..

a atitude insolente era pra ver se chocava a galera e cortava a onda.. kurt também pulava de ponta nos psicotrópicos pra tentar se desligar da função de "salvador".. curiosamente aí é que ele ganhou meu respeito. não pela fraqueza junkie, mas pelo desprezo do padrão paixonite com estrela.. ainda bem que lá não tinha silvio santos.. humpf..

pra piorar, o nego ainda foi cismar com courtney love, veja só.. arrumou mais problema e espanou os parafusos de vez.. acabou arrebentando os miolos em 5 de abril de 94, sendo encontrado três dias depois.

anyway, era só um rápido registro pra pontuar a data, no mesmo dia em que morreu o ator charlton heston (2008) e a arca de noé ancorou no monte ararat (segundo estudiosos, já que o tiozinho do cais tava completamente bêbado)..

nirvana
(polly)

apaga a luz na saída..

o novo disco da rapaziada do foo fighters, "wasting light", sai oficialmente do forno no dia 11 de abril, trazendo 11 faixas inéditas.. e a aposta do primeiro single divulgado na praça e nos semanários online fica com a música "rope" (clica aí no nome pra ouvir).

bom, acho que nem preciso dizer que, "óbeveu", o álbum já vazou inteiro na internet, né? aaaah, essa vida cyber moderna.. continua mandando muito executivo de gravadora pro divã..

mas sobre o disco.. well.. sorry, não foi dessa vez.. dave grohl até andou divulgando que esse trabalho vinha mais pesado, mais rock, menos focado em baladas radiofônicas e blábláblá.. porém, aaah porém, infelizmente o foo fighters traz apenas mais do mesmo.. na verdade, o correto seria "menos do mesmo"..

vou te falar que os de antes ainda são melhores.. "wasting light" não traz nada de novo, nada de surpreendente, nenhuma faixa com clima de surpresa boa ou com potencial para hit.. se tocar em novela ou entrar no rádio é merito de lobby de gravadora.. ok, a faixa "dear rosemary", numa levada meio raconteurs, pode até agradar alguns programadores de rádio que nunca ouviram falar em ramones.

no discurso anti-balada, tem ainda uma escolha mais "sujona", mais pesada, mais gritaria.. a faixa "white limo", que lembra bem um tanto da zanga de mike patton e o faith no more.. fala sério, sem novidade.. até parece mais uma vontade de apontar o dedo médio com força pro mercado, gravadora e mais um tanto de gente.. sei lá.. pelo menos dave grohl teve a ótima sacada de colocar a lenda lemmy kilmister (líder do motorhead) pra pilotar a limousine no clipe da faixa.. uma homenagem a um dos maiores ícones do rock e speed metal.

enfim, o recado é: "ô dave! desculpa, nego, mas num tá bom não.. better luck next time".. nada no disco soa tão interessante quanto os trabalhos anteriores, mesmo aqueles mais pops.. sorry, a conta de luz dessa vez vai doer no bolso.

pra não perder o espaço aqui então, tô preferindo é lembrar um dos hits antigos, bem mais interessante do que o material novo, e curiosamente a música que mais me pedem pra tocar nas rodas de violão da turma de crisma.. além de "666, the number of the beast", do iron maiden, claaaro..

foo fighters
(everlong)

vai ouvindo..

well, nem tudo está perdido no reino do orelhão.. melhor ainda para os viciados em cotonete.. se o foo fighters perdeu a chance de disparar o botão "curti" no novo trabalho, o r.e.m. por outro lado ajuda coleguinha a abrir sorriso de orelha à orelha.. (nem preciso dizer que também já tá lá na internet, certo?)

não que chegue a ser ultra surpreendente, não é de arrancar interjeições eufóricas ou gritos de "diabos, nunca ouvi nada igual!".. afinal é o r.e.m., soa r.e.m., mas dá aquele gosto doce de uma boa coisa nova pra se ouvir e um sorrisinho maroto de canto de boca.

o nome do álbum é "collapse into now", saiu no começo de março e é o 15º disco de estúdio dessa turminha de athens (georgia - eua).. e no ano em que os caras completam 30 primaveras desde o primeiro lançamento (o single "radio free europe" - clica aí no nome pra ir ouvindo enquanto lê essa bagaça)..

well, o trabalho todo é um convite aos ouvidos mais atentos.. parece um apanhado do que o grupo já fez de melhor, tem pra todas as vibes.. mais speed, meio ácido, as tradicionais e boas baladas cadenciadas de michael stipe, as viagens de cordas sempre interessantes de peter buck, até um revival de levadas mais com cara do r.e.m. dos anos 80, enfim, pacote completo, titio.. como se não bastasse, os caras ainda recheiam o tímpano com participações de eddie vedder do pearl jam (na música "it happened today"), patti smith (na faixa-derrete-no-domingo-à-noite "blue") e peaches (em "alligator aviator autopilot antimatter").. well, em minha mongol opinião, "collapse into now" vale do leme ao pontal..

pra não dar muito tempo pro ouvinte se questionar demais ou tergiversar (palavra preferida da dilma nos debates da eleição presidencial.. boa, não?), o disco já começa a explicar à que veio com a faixa "discoverer".. aí a música termina, você faz aquele bico do tipo "ééémm.." e, UEEEEBA!!!.. toma um tranco no ombro.. esquenta não, é só a abertura de "all the best", pra manter o pé batendo um pouco mais forte.. um dos destaques radiofônicos (que também vai ilustrar abaixo este post do nosso delirante blog) é a faixa "überlin" (ganhou inclusive dois clipes diferentes no canal oficial) e faz homenagem, obviamente, à berlim, que também sediou algumas sessões de gravação desse álbum (o grupo gravou ainda em nashville e new orleans)..

aqui a gente mostra a opção mais "gráfica" tipo mapa de estação de metrô, muito do agrado do conselho fast lane.. o outro clipe, com um sujeito marmota dançando todo-sou-doidão, levou bomba.. mas o serviço de inutilidade pública me obriga a disponibilizar o link.. então, basta clicar aqui.

enfim, se o r.e.m. não faz sua cabeça, até que você chegou bem longe neste texto, hã? mas se faz, já valeu o serviço "te dou um dado".. boa opção pra você presentear o seu otorrinolaringologista.

r.e.m.
(überlin)

4 de abril de 2011

wherever, wherever..

quite strange to live by fortuity, even the taste for the unknown.
feeling the hands off the wheel just run against my nature.
give it to one of these days.. one of these days..
who knows?

"..fly to carry each his burden
we are young despite the years we are concern
we are hope despite de times
all of the sudden, these days.."

r.e.m.
(these days)

2 de abril de 2011

talk 'bout..

inspiração "sonoro-zeitgeistiana"..
(sem música não dá, né?)

thievery corporation - feat. perry farrell
(revolution solution)

1 de abril de 2011

ah, duvido..

seja por defeito de fábrica ou sequela da vida moderna, fato é que sou chegado numa teoria da conspiração.. quem me conhece um pouco mais, sabe disso.. o tanto que sou desconfiado das coisas.. questiono um monte, desconfio mesmo.. até de mim eu desconfio.. e frequentemente.. mas também, quem é que confia em um chocólatra? fala sério, só se for doido..

chocólatra é um ser capaz de chegar num parque e convencer uma criança de 5 anos a ir buscar um playmobil mágico atrás da outra árvore, só pra roubar o chocolate dela.. se for kit kat então, batata.. jamais confie neste espécime.. são capazes de coisas impressionantes, mais perigosos do que a máfia dos aposentados do dominó..

mas tô fugindo do assunto aqui.. o lance é a teoria da conspiração.. tem um sujeito, um americano chamado peter joseph, que não engole um bocado de conversa fiada que despejam pra gente todos os dias.. resolveu então produzir uma série de documentários pra enfiar todas estas desconfianças na sua goela. o nome do projeto é zeitgeist (pronuncia-se tipo "záitgáist").. um termo alemão que quer dizer mais ou menos "o espírito de uma era", mais no sentido de "consciência" de uma era. são três filmes, que questionam bases importantes do nosso atual modelo de sociedade: os mitos que a igreja criou sobre jesus cristo, o atentado de 11 de setembro em nova york, a influência dos grandes bancos mundias na fomentação das guerras, o modelo financeiro mundial, por aí vai.. basicamente ele te explica todas as mentiras sociais que se tornam comuns pra todos nós, mas que existem por um único motivo: controle.

e é realmente impressionante. se você não é daqueles que correm lá na outra árvore atrás do playmobil mágico, vai se encafifar com as questões levantadas nestes filmes... well, lá está você com sua bacia de pipoca no colo, assistindo tranquilamente o filme e BAAAAAM!.. leva um tapão, pipoca voa até pra dentro do lustre..

vou logo avisando, não é fácil.. eu já estou há quatro dias sem pentear o cabelo pro lado por causa disso.. também não consigo mais falar o meu nome.. as pessoas perguntam meu nome na rua e eu faço sinal de jóia.. não me pergunte porquê, só sei que foi assim. bloqueio, tilt, sei lá.

quer mais? zeitgeist vai além dos 3 filmes.. virou um movimento.. o cara não fica apenas apontando o dedo, ele propõe soluções, tornou-se um braço de um grupo chamado venus project e essa turma sugere umas mudanças no formato social como um todo. enfim, não vou ficar aqui contando se o mocinho morre no final.. se este assunto te interessa e você não tem apego à pipoca, vai lá no site criado pelo titio (http://www.zeitgeistmovie.com), você baixa os filmes de graça e tira suas próprias conclusões.. e depois me conta que tipo de defeito que você teve, ok?

16 de março de 2011

close..

aquilo que se vê. escuta. sente. pulsa.
sintonia. pura. aquilo que vai ser sempre.
doce. a pele arrepia. sabe o que é aquilo.

"mais perto da essência o sentido respira
consumido no perfume que vem"...

nação zumbi
(prato de flores)

15 de março de 2011

gangorra..

tem um tempo que te leva pra longe.
ou talvez numa volta mais longa.
sem atalho, sem gps, sem par ou ímpar.

mais arriscado escolher ou não fazer nada?

rocco deluca & the burden
(swing low)

12 de março de 2011

velocímetro..

andar com o pé bem embaixo. sentir o corpo sendo jogado pro lado na curva. o frio na barriga. adrenalina. euforia. intensidade. sim, acho que este é o melhor termo: intenso.

tenho esse defeito de fábrica... a mania de me interessar pelo intenso. por mais racional que eu seja, ou por mais que o espaço seja curto. mas e aquela dúvida que martela as duas orelhas, tipo acho que eu passo? respira fundo, prende o ar e se joga..

mas viver a vida de forma intensa tem preço. algumas vezes a fatura é macia, em outros casos custa caro e dói no vencimento. e não é todo banco que entende porque se vive o intenso.. ou o dilema tostines de viver dez anos à mil do que mil anos à dez.. porém, ah porém.. não é por variedade, é intensidade. make no mistake.

claro que medo faz parte de qualquer brincadeira. ou pelo menos as que tem motor movido à paixão. andar em círculos num ferrorama não é pra mim. sem vento na cara, sem arrepio, sem choque pelo corpo, a vida vira controlar cancela de estação com carimbo de prazo de validade. or whatsoever.

anyway, às vezes a coisa aperta, vira um tanto de esfolado. pelo menos mudaram a fórmula do merthiolate. fora o sábio consolo do mestre thompson: "this is the fast lane, folks.. and some of us like it here"..

urban dance squad
(fast lane)