hoje ouvi coisas curiosas... aliás, nos últimos tempos tenho ouvido coisas MTO curiosas... não sei se é meu radar, se atraio, sei lá... fato é que pessoas têm "pendurado" em mim com desabafos pra lá de pitorescos...
num desses bate-papos ouvi uma "confissão" sobre a simbologia e importância dos 36 anos... como bom virginiano que sou e às vésperas de completar os meus 36 anos, claro que isso me chamou a atenção (olha só o meu estado pra admitir minha idade em público). "é a idade de bob marley", "está sendo mto doido pra mim", "tem um significado diferente", foram algumas das explicações que ouvi. até então não tinha parado pra racionalizar a importância (ou não) disso pra mim. meus 36 anos (a serem completos nos próximos dias) significam o que pra mim? titio eu já sou mesmo, oficialmente, de uma gatinha linda de olhos admiravelmente azuis. e filha de meu irmão caçula, ainda longe dos 36 anos.
será que me considero um "buffalo soldier" e tiro onda de guerreiro? ou me considero um "baldhead" e pico a mula da cidade como pedia bob marley? acho que o lance é encarar a teoria do "regime que começa na segunda" e ficar esperando a chegada do zion train numa boa, observando bucolicamente três pequenos pássaros, cantarolando aquela melodia suave... analisando meu êxodo de juventude, diminuindo as luzes e divagando sobre os meus 36 anos...
running away + crazy baldheads
(bob marley)
20 de agosto de 2008
rearviewmirror...
olhar pueril... qto tempo faz que vc não se pega sentindo isso? qto tempo faz que vc não olha as coisas ao redor sem um filtro pré-determinado pelas convenções normais da rotina diária, pelo senso comum... uma cadeira pode não ser mais uma simples cadeira... se vc não soubesse o que era uma cadeira, como seria sua leitura disso?
aldous huxley já questionou, lá na década de 50, o filtro destas percepções. para ele o estado "limpo" de percepção só poderia ser alcançado por hipnose, "transe" religioso ou efeito de drogas (no caso dele a mescalina). aí sim seria possível uma visão desprendida de regras convencionais... uma visão pueril, sem fronteiras...
em meu recente exercício de entender o que se passa na cabeça do jovem de hoje (por conta de uma matéria encomendada sobre o assunto) uma pergunta tem me martelado: o que era considerado normal e descolado pela minha geração e o que é pra de hoje? exercício curioso... olhar pro meu próprio passado, analisar o que era simples delírio de adolescente - por mais que eu tivesse plena convicção na época -, e hoje pode ser questionável. tendências à parte, modismos à parte, delírios à parte, uma coisa me chama mto a atenção. engajamento de hoje é sobre a balada eletrônica que é mais "cool"... a droga que é mais cool... a turma que é mais cool... a atitude que é mais cool...
não que as buscas por novas referências do jovem atual sejam uma atitude mto diferente da minha época, o que me chama mais a atenção é o tamanho da alienação que existe hoje para o senso coletivo. como os próprios noticiários mostram que nada acontece pra quem faz merda, porque eu deveria me preocupar com as consequências de meus atos à terceiros? basicamente é isso que dita o comportamento moderno. deixa eu cuidar de mim. e cada um por si. lema de mosqueteiros é coisa de filme da minha avó. pára com isso...
acho a violência urbana um problema, mas minha turma do jiu-jitsu quebrou um carinha de porrada semana passada porque ele olhou pro meu sapato... veja só vc que afronta... ouço música eletrônica porque é mais fácil, não preciso decorar os 147 minutos da letra de faroeste caboclo pra ser cool...
exercício curioso esse de olhar pro retrovisor... será que estou sendo protecionista e complacente com meu passado? será que eu tb era tão "imbecilizado" assim? a gente tende a achar que não, e até prefere achar que não, mas realmente fiquei na dúvida. a gente era tão imbecil assim na idade de ser imbecil?
o que fica ecoando na minha cabeça é o tanto que era permitido, ou moralmente aceitável, sem parecer imbecil. escândalo hoje é o que? desfilar no ensaio da escola de samba sem calcinha não é mais escândalo. roubar milhões dos cofres públicos não é mais escândalo... aliás, conta uma novidade... nem ser pego em bafômetro hoje vira escândalo. as convenções sociais estão perdendo o sinal vermelho. "regras" de convívio perdem o sentido, viram coisa de careta. fidelidade, ética, honestidade já possuem fronteiras mais flexíveis. a vida segue, a fila anda, preocupar com o quê? e aí olhar pro retrovisor pra quê? diz aí... moralismo é sim coisa do passado. vai virar tema de escola pra aquela aula chata de estudos sociais. eita.
rearviewmirror
(pearl jam)
aldous huxley já questionou, lá na década de 50, o filtro destas percepções. para ele o estado "limpo" de percepção só poderia ser alcançado por hipnose, "transe" religioso ou efeito de drogas (no caso dele a mescalina). aí sim seria possível uma visão desprendida de regras convencionais... uma visão pueril, sem fronteiras...
em meu recente exercício de entender o que se passa na cabeça do jovem de hoje (por conta de uma matéria encomendada sobre o assunto) uma pergunta tem me martelado: o que era considerado normal e descolado pela minha geração e o que é pra de hoje? exercício curioso... olhar pro meu próprio passado, analisar o que era simples delírio de adolescente - por mais que eu tivesse plena convicção na época -, e hoje pode ser questionável. tendências à parte, modismos à parte, delírios à parte, uma coisa me chama mto a atenção. engajamento de hoje é sobre a balada eletrônica que é mais "cool"... a droga que é mais cool... a turma que é mais cool... a atitude que é mais cool...
não que as buscas por novas referências do jovem atual sejam uma atitude mto diferente da minha época, o que me chama mais a atenção é o tamanho da alienação que existe hoje para o senso coletivo. como os próprios noticiários mostram que nada acontece pra quem faz merda, porque eu deveria me preocupar com as consequências de meus atos à terceiros? basicamente é isso que dita o comportamento moderno. deixa eu cuidar de mim. e cada um por si. lema de mosqueteiros é coisa de filme da minha avó. pára com isso...
acho a violência urbana um problema, mas minha turma do jiu-jitsu quebrou um carinha de porrada semana passada porque ele olhou pro meu sapato... veja só vc que afronta... ouço música eletrônica porque é mais fácil, não preciso decorar os 147 minutos da letra de faroeste caboclo pra ser cool...
exercício curioso esse de olhar pro retrovisor... será que estou sendo protecionista e complacente com meu passado? será que eu tb era tão "imbecilizado" assim? a gente tende a achar que não, e até prefere achar que não, mas realmente fiquei na dúvida. a gente era tão imbecil assim na idade de ser imbecil?
o que fica ecoando na minha cabeça é o tanto que era permitido, ou moralmente aceitável, sem parecer imbecil. escândalo hoje é o que? desfilar no ensaio da escola de samba sem calcinha não é mais escândalo. roubar milhões dos cofres públicos não é mais escândalo... aliás, conta uma novidade... nem ser pego em bafômetro hoje vira escândalo. as convenções sociais estão perdendo o sinal vermelho. "regras" de convívio perdem o sentido, viram coisa de careta. fidelidade, ética, honestidade já possuem fronteiras mais flexíveis. a vida segue, a fila anda, preocupar com o quê? e aí olhar pro retrovisor pra quê? diz aí... moralismo é sim coisa do passado. vai virar tema de escola pra aquela aula chata de estudos sociais. eita.
rearviewmirror
(pearl jam)
14 de agosto de 2008
mob night (aka "hey alcapone")...
a noite com a máfia.
o elenco: êmmví, soares e o danado.
trilha sonora: matadora (como sempre).
ponto focal: porque não toca essa merda, caceta!!!
a discussão "mercadológica x ideológica" esbarra no tá "sempre fresquinho" da tostines mas dá um pulão no posto de fronteira qdo se fala em ferramentas de ensino conceitual. homeopatia ou intensivão?? choque elétrico pra curar insanidade comercial? e o sentimento de outsider? de tô de fora... palpitar no quê, prego?
o filme passa em rotações mto superiores ao subliminar. assuntos, enredos, tramas diferentes... tanto questionamento entra no bolo nessa hora... problemas diversos... internos e externos... mas o mote abraça tudo. finge que me engana e eu finjo que acredito. fala a verdade, não dá vontade de desligar o "dijuntô" pra zerar tudo e começar de novo?
na hora que vc debate com alguns "dons corleones" o retrato fica claro. tem coisa mto mais legal do que contrabando de whisky. e ninguém tá vendo. nem fda, nem o fisco.
o elenco: êmmví, soares e o danado.
trilha sonora: matadora (como sempre).
ponto focal: porque não toca essa merda, caceta!!!
a discussão "mercadológica x ideológica" esbarra no tá "sempre fresquinho" da tostines mas dá um pulão no posto de fronteira qdo se fala em ferramentas de ensino conceitual. homeopatia ou intensivão?? choque elétrico pra curar insanidade comercial? e o sentimento de outsider? de tô de fora... palpitar no quê, prego?
o filme passa em rotações mto superiores ao subliminar. assuntos, enredos, tramas diferentes... tanto questionamento entra no bolo nessa hora... problemas diversos... internos e externos... mas o mote abraça tudo. finge que me engana e eu finjo que acredito. fala a verdade, não dá vontade de desligar o "dijuntô" pra zerar tudo e começar de novo?
na hora que vc debate com alguns "dons corleones" o retrato fica claro. tem coisa mto mais legal do que contrabando de whisky. e ninguém tá vendo. nem fda, nem o fisco.
12 de agosto de 2008
georgia on my mind...
tenho acompanhado os conflitos na geórgia, tanto pela pasmaceira que a comunidade internacional ficou em relação ao caso, como pela curiosidade por esse país, após ter convivido algumas semanas em londres com um cidadão de lá. até então a geórgia nunca havia chamado muito da minha atenção... pelo visto de muita gente...
fato é que a ossétia do sul (centro da crise) é habitada por muitos russos, daí o interesse que a rússia sempre teve em separar essa região da geórgia pra anexar ao mesmo recipiente da tradicional vodka. não só pela paixão nacional, mas também porque a geórgia fica num corredor de transporte que escoa petróleo e gás natural para o mar cáspio e europa... não foi à toa que o governo russo ficou irritado quando o novo presidente da geórgia, mikheil saakashvilli, aproximou-se abertamente dos estados unidos... agora a união européia (que tem na cadeira principal o presidente pop da frança, nicolas sarkozy) finalmente resolveu sair da mesa de chá e entrar na negociação de paz... aí você imagina a conversa de mictório de banheiro de gabinete...
medvedev (presidente da rússia):
- camarada sarkozy, tá foda de ter acordo... se eu liberar o engradado todo o tio sam vai tomar conta do buteco e azedar o meu caldo com whisky de milho...
sarkozy (presidente da ue e frança):
- monsier medvedev, com a quantidade de vodka vagabunda que entra no mercado vc deveria se preocupar é em baixar o preço do seu produto...
medvedev:
- mas camarada, com a economia quebrada e sem dinheiro pra aquecimento, vodka vale mais do que cobertor de orelha...
sarkozy:
- eu sei, mon petit, mas pensa bem... agora tá calor, estamos em clima de olimpíada e...
medvedev (interrompendo):
- uma farsa!!!! pior que britney spears!! colocaram uma garotinha bonitinha cantando na cerimônia de abertura, mas ela dublava uma outra menininha que só não entrou no palco porque era feia... fala sério... não quero ser patinho feio também... pequim coloca fogos de artifício de mentira, mas eu lanço bombas de verdade...
sarkozy:
- calma, mon cherie! vamos nos concentrar na vodka...
medvedev (interrompendo de novo):
- camarada... pára de conversa mole... vá vestir uma cueca! chega dessa desculpa de que tá frio e bate o bingulim na mesa! daqui a pouco vc vai querer me ensinar a cantar músicas do serge gainsbourg... sai pra lá com esse seu sócio...
fato é que a ossétia do sul (centro da crise) é habitada por muitos russos, daí o interesse que a rússia sempre teve em separar essa região da geórgia pra anexar ao mesmo recipiente da tradicional vodka. não só pela paixão nacional, mas também porque a geórgia fica num corredor de transporte que escoa petróleo e gás natural para o mar cáspio e europa... não foi à toa que o governo russo ficou irritado quando o novo presidente da geórgia, mikheil saakashvilli, aproximou-se abertamente dos estados unidos... agora a união européia (que tem na cadeira principal o presidente pop da frança, nicolas sarkozy) finalmente resolveu sair da mesa de chá e entrar na negociação de paz... aí você imagina a conversa de mictório de banheiro de gabinete...
medvedev (presidente da rússia):
- camarada sarkozy, tá foda de ter acordo... se eu liberar o engradado todo o tio sam vai tomar conta do buteco e azedar o meu caldo com whisky de milho...
sarkozy (presidente da ue e frança):
- monsier medvedev, com a quantidade de vodka vagabunda que entra no mercado vc deveria se preocupar é em baixar o preço do seu produto...
medvedev:
- mas camarada, com a economia quebrada e sem dinheiro pra aquecimento, vodka vale mais do que cobertor de orelha...
sarkozy:
- eu sei, mon petit, mas pensa bem... agora tá calor, estamos em clima de olimpíada e...
medvedev (interrompendo):
- uma farsa!!!! pior que britney spears!! colocaram uma garotinha bonitinha cantando na cerimônia de abertura, mas ela dublava uma outra menininha que só não entrou no palco porque era feia... fala sério... não quero ser patinho feio também... pequim coloca fogos de artifício de mentira, mas eu lanço bombas de verdade...
sarkozy:
- calma, mon cherie! vamos nos concentrar na vodka...
medvedev (interrompendo de novo):
- camarada... pára de conversa mole... vá vestir uma cueca! chega dessa desculpa de que tá frio e bate o bingulim na mesa! daqui a pouco vc vai querer me ensinar a cantar músicas do serge gainsbourg... sai pra lá com esse seu sócio...
3 de agosto de 2008
ow, what did i miss?
tudo bem, fazia um certo tempo.
na verdade tempo sobrava, não sobrava espaço.
a gente até se via de vez em quando,
colocava o mesmo papo em dia.
por vezes até discordava de assuntos já esgotados.
mas a música era sempre boa. nada como uma boa trilha.
e tudo me fazia lembrar. imagens simples do dia-a-dia.
idéias e impertinências pra novas conversas.
e é assim, tempo como aditivo certo, homeopático.
tempo que vai achando sua função, acertando o norte.
por isso peço desculpas, meu blog, pela ausência.
temos mais estoque de bobagens pra discutir.
(to be continued...)
na verdade tempo sobrava, não sobrava espaço.
a gente até se via de vez em quando,
colocava o mesmo papo em dia.
por vezes até discordava de assuntos já esgotados.
mas a música era sempre boa. nada como uma boa trilha.
e tudo me fazia lembrar. imagens simples do dia-a-dia.
idéias e impertinências pra novas conversas.
e é assim, tempo como aditivo certo, homeopático.
tempo que vai achando sua função, acertando o norte.
por isso peço desculpas, meu blog, pela ausência.
temos mais estoque de bobagens pra discutir.
(to be continued...)
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