tudo bem, esse título obviamente remete logo ao megahit funk das pistas, do pessoal do wild cherry. o curioso sobre essa música é que na verdade a banda, de branquelos, inicialmente tocava rock. o problema é que eles viviam no meio da revolução disco, o lance era chacoalhar o esqueleto nas pistas sobre um salto plataforma, ou patins de 4 rodas, naquele "shake that booty" social que a música black causava na época, idos dos anos 70. o wild cherry subia ao palco pra mandar seu rock, neguinho achava que tava abafando no delírio de guitarras e a platéia pedia pra tocar funk... well, well... de tanto que neguinho gritava o tradicional "toca raul", os caras decidiram tirar uma onda e explorar a praia do groove... e disso nasceu o clássico "play that funky music, white boy". na verdade o único grande hit que os caras conseguiram nessa aventura funk...
mas vamos pular esse devaneio porque eu tava querendo falar de outra coisa... a inspiração funk-ariana do título é por causa de outra banda... tô falando de uma turma chamada "the whitest boy alive". branquelão mandando bem, cool sound, just to the point. e a receita do maravilhoso mundo de ofélia não é tão extraordinária assim. but it works though. vai no básico que (bem feito) não tem erro. tô falando de um indie rock bem apresentado, sem maquiagem, sem perucão-emo-gosmento escorrendo na cara. sem frescura, sem inventar moda. sem agredir, sem ser zuerento. straightforward. e muito bom.
esse indie branco-mais-branco nasceu em 2003 com uma rapaziada na alemanha, uma turma de geeks que se juntou em berlim, dissidentes de praias diferentes, sobretudo da cena eletrônica. mas o resultado é extremamente agradável aos ouvidos. destaque para um camarada chamado erlend öye (seja lá como se pronuncia esse sobrenome de interjeição-tremenda-dúvida), que leva os vocais e as guitarras no whitest boy alive. esse sujeito era uma das metades do grupo norueguês kings of convenience, mas mergulhou na carreira solo depois que seu parceiro, a outra parte da dupla, resolveu abandonar a música pra se dedicar aos estudos em psicologia. erlend então mergulhou na cena eletrônica, participando de diversos projetos, como o röyksopp. mas apesar do gosto pelas pickups e sons de computador, erlend öye também se amarra na boa e velha receita de banda completa com instrumentos. e numa destas "brincadeiras" nasceu o whitest boy alive.
os caras levam um som tranquilo, as guitarras de erlend aparecem sem incomodar, levadas suaves e hipnotizantes, tempero minimalista de baixo, bateria, guitarra e sintetizador na medida exata pra fazer a trilha sonora de um domingo de inverno, vc engata a quinta numa estrada ensolarada, aumenta o volume, deixa o vento bater na cara e tenta resistir à vontade de estalar os dedos acompanhando a música.
destaque para as faixas "golden cage" e "burning" do primeiro disco oficial dos caras, "dreams", lançado em 2006. pode ir sem medo, é uma ótima pedida para aqueles momentos que vc quer uma musguinha pra ficar numa tranquila, numa relax, numa boa.
ah, destaque também para o delírio idiótico do clipe da música "golden cage"... viagem garantida...
the whitest boy alive
golden cage
2 comentários:
Olá, acabei de ler no seu blog sobre a música do Wild Cherry.
Faço toda semana um versão samba-rock de algum sucesso internacional e a dessa semana foi "Play That Funky Music". Como vi que vc curte a música, resolvi dividir com vc. Ouve lá no meu blog: www.thiagocorrea.com ! Espero que vc goste!
Grande Abraço,
Thiago Corrêa
olá thiago! agora que vi seu comentário... interessante esse tempero samba-rock, hein? bacana... volta e meia eu caio nesse suíngue pra me consolar.. hehehehe... parabéns pelo blog... e keep on rockin'.. samba-rockin'...
abs!!
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