1 de setembro de 2008

sicko!

e fim de semana ouvi o seguinte: vc deveria fazer tipo o michael moore... hummm... pausa... holy shit, encurtaria deveras a minha vida... no faroeste caboclo tupiniquim, neguinho me botava pra dormir engravatado em 2 minutos... mas seria interessante, devo admitir...

ja pensou colocar na telona abertamente todo o descaramento da corrupção nacional? cavucar todo o podre da política de brasília? dar nomes aos bois (ou jumentos), mostrar quem são e o que fazem na verdade as pessoas que recebem nossos votos? mostrar pra onde vai nosso dinheiro? vc já parou pra pensar que política hoje virou caridade de emprego? vc não elege ninguém, vc dá 4 anos de emprego pra um vagabundo... que vai ganhar bem, melhorar de vida, ter horários flexíveis, 2 férias por ano pra poder descansar da pesada rotina de não fazer porra nenhuma todo dia.

esse é o lance... ser candidato a empregão... vc inventa um nome ridículo pra grudar na cabeça dos outros igual música brega, o povo acha graça e vota em vc pra tirar onda de radical... essa é a atitude de rebeldia contra o sistema... assim se escolhe candidato... ao invés de votar no corrupto que já conheço (pelo menos alguns ainda se recusam a votar em corrupto), vou dar a vaga pra um sem-noção despreparado e sem nenhum histórico de vida pública, social ou comunitária, sem estudo pra administração pública, sem experiência, sem dente, sem lenço nem documento... poxa vida, a gente conserta a vida do cara... e a cidade vai afundando... o país vai afundando... e ninguém liga, ninguém monitora... isso é voto no brasil varonil...

aí beleza, o cara é eleito... em algumas semanas no gabinete aparece um raposão, joga uma pacotera de dinheiro na mão do figura, dinheiro que ele nunca viu na vida e sabe que nunca iria ver, e pronto... tá no esquemão, mais um corrupto... embaladinho, selado, tinindo! se pedir com jeitinho ($$$) ele até faz cafuné... mas se der merda, ele que se foda sozinho... a corda vai continuar a ceder no lado mais fraco. mas tá limpo, é só aguentar o escândalo, algumas capas na veja.. a gritaria passa... nem o william bonner julga... e daqui 4 anos vc volta...

será que algum dia alguém vai jogar essa merda no ventilador, pra todo mundo ver? ou sentir os respingos? as eleições estão aí, o horário político na tv também... e a gente lida com aspirina. nada mais.

anyway, tudo isso só porque eu tinha visto o filme do michael moore.. e é da pesada (sicko)... vc fica pensando que américa é primeiro mundo, então vai lá pra ver... vai ver o que virou aquele país... mensalão é café pequeno perto do descaramento de lá.. inquérito de passaporte e revista de imigração pro tio sam é bobagem... ele arrepia ainda mais a própria gente... daqui a pouco neguinho vai ter vergonha de falar que é americano... se já não tem...

pontualidida rides again... (full track)

estou farto do lirismo comedido
do lirismo bem comportado
do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao sr. diretor

estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário
o cunho vernáculo de um vocábulo

abaixo os puristas
todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
todos os ritmos sobretudo os inumeráveis

estou farto do lirismo namorador
político
raquítico
sifilítico
de todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.

de resto não é lirismo
será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante exemplar
com cem modelos de cartas e as diferentes maneiras de
agradar às mulheres, etc.

quero antes o lirismo dos loucos
o lirismo dos bêbados
o lirismo difícil e pungente dos bêbados
o lirismo dos clowns de shakespeare

não quero mais saber do lirismo que não é libertação.

(obs.: thanx fefe, thanx indeed!!!)

20 de agosto de 2008

robert nesta marley said...

hoje ouvi coisas curiosas... aliás, nos últimos tempos tenho ouvido coisas MTO curiosas... não sei se é meu radar, se atraio, sei lá... fato é que pessoas têm "pendurado" em mim com desabafos pra lá de pitorescos...

num desses bate-papos ouvi uma "confissão" sobre a simbologia e importância dos 36 anos... como bom virginiano que sou e às vésperas de completar os meus 36 anos, claro que isso me chamou a atenção (olha só o meu estado pra admitir minha idade em público). "é a idade de bob marley", "está sendo mto doido pra mim", "tem um significado diferente", foram algumas das explicações que ouvi. até então não tinha parado pra racionalizar a importância (ou não) disso pra mim. meus 36 anos (a serem completos nos próximos dias) significam o que pra mim? titio eu já sou mesmo, oficialmente, de uma gatinha linda de olhos admiravelmente azuis. e filha de meu irmão caçula, ainda longe dos 36 anos.

será que me considero um "buffalo soldier" e tiro onda de guerreiro? ou me considero um "baldhead" e pico a mula da cidade como pedia bob marley? acho que o lance é encarar a teoria do "regime que começa na segunda" e ficar esperando a chegada do zion train numa boa, observando bucolicamente três pequenos pássaros, cantarolando aquela melodia suave... analisando meu êxodo de juventude, diminuindo as luzes e divagando sobre os meus 36 anos...


running away + crazy baldheads
(bob marley)

rearviewmirror...

olhar pueril... qto tempo faz que vc não se pega sentindo isso? qto tempo faz que vc não olha as coisas ao redor sem um filtro pré-determinado pelas convenções normais da rotina diária, pelo senso comum... uma cadeira pode não ser mais uma simples cadeira... se vc não soubesse o que era uma cadeira, como seria sua leitura disso?

aldous huxley já questionou, lá na década de 50, o filtro destas percepções. para ele o estado "limpo" de percepção só poderia ser alcançado por hipnose, "transe" religioso ou efeito de drogas (no caso dele a mescalina). aí sim seria possível uma visão desprendida de regras convencionais... uma visão pueril, sem fronteiras...

em meu recente exercício de entender o que se passa na cabeça do jovem de hoje (por conta de uma matéria encomendada sobre o assunto) uma pergunta tem me martelado: o que era considerado normal e descolado pela minha geração e o que é pra de hoje? exercício curioso... olhar pro meu próprio passado, analisar o que era simples delírio de adolescente - por mais que eu tivesse plena convicção na época -, e hoje pode ser questionável. tendências à parte, modismos à parte, delírios à parte, uma coisa me chama mto a atenção. engajamento de hoje é sobre a balada eletrônica que é mais "cool"... a droga que é mais cool... a turma que é mais cool... a atitude que é mais cool...

não que as buscas por novas referências do jovem atual sejam uma atitude mto diferente da minha época, o que me chama mais a atenção é o tamanho da alienação que existe hoje para o senso coletivo. como os próprios noticiários mostram que nada acontece pra quem faz merda, porque eu deveria me preocupar com as consequências de meus atos à terceiros? basicamente é isso que dita o comportamento moderno. deixa eu cuidar de mim. e cada um por si. lema de mosqueteiros é coisa de filme da minha avó. pára com isso...

acho a violência urbana um problema, mas minha turma do jiu-jitsu quebrou um carinha de porrada semana passada porque ele olhou pro meu sapato... veja só vc que afronta... ouço música eletrônica porque é mais fácil, não preciso decorar os 147 minutos da letra de faroeste caboclo pra ser cool...

exercício curioso esse de olhar pro retrovisor... será que estou sendo protecionista e complacente com meu passado? será que eu tb era tão "imbecilizado" assim? a gente tende a achar que não, e até prefere achar que não, mas realmente fiquei na dúvida. a gente era tão imbecil assim na idade de ser imbecil?

o que fica ecoando na minha cabeça é o tanto que era permitido, ou moralmente aceitável, sem parecer imbecil. escândalo hoje é o que? desfilar no ensaio da escola de samba sem calcinha não é mais escândalo. roubar milhões dos cofres públicos não é mais escândalo... aliás, conta uma novidade... nem ser pego em bafômetro hoje vira escândalo. as convenções sociais estão perdendo o sinal vermelho. "regras" de convívio perdem o sentido, viram coisa de careta. fidelidade, ética, honestidade já possuem fronteiras mais flexíveis. a vida segue, a fila anda, preocupar com o quê? e aí olhar pro retrovisor pra quê? diz aí... moralismo é sim coisa do passado. vai virar tema de escola pra aquela aula chata de estudos sociais. eita.

rearviewmirror
(pearl jam)

14 de agosto de 2008

mob night (aka "hey alcapone")...

a noite com a máfia.
o elenco: êmmví, soares e o danado.
trilha sonora: matadora (como sempre).
ponto focal: porque não toca essa merda, caceta!!!

a discussão "mercadológica x ideológica" esbarra no tá "sempre fresquinho" da tostines mas dá um pulão no posto de fronteira qdo se fala em ferramentas de ensino conceitual. homeopatia ou intensivão?? choque elétrico pra curar insanidade comercial? e o sentimento de outsider? de tô de fora... palpitar no quê, prego?

o filme passa em rotações mto superiores ao subliminar. assuntos, enredos, tramas diferentes... tanto questionamento entra no bolo nessa hora... problemas diversos... internos e externos... mas o mote abraça tudo. finge que me engana e eu finjo que acredito. fala a verdade, não dá vontade de desligar o "dijuntô" pra zerar tudo e começar de novo?

na hora que vc debate com alguns "dons corleones" o retrato fica claro. tem coisa mto mais legal do que contrabando de whisky. e ninguém tá vendo. nem fda, nem o fisco.

12 de agosto de 2008

georgia on my mind...

tenho acompanhado os conflitos na geórgia, tanto pela pasmaceira que a comunidade internacional ficou em relação ao caso, como pela curiosidade por esse país, após ter convivido algumas semanas em londres com um cidadão de lá. até então a geórgia nunca havia chamado muito da minha atenção... pelo visto de muita gente...

fato é que a ossétia do sul (centro da crise) é habitada por muitos russos, daí o interesse que a rússia sempre teve em separar essa região da geórgia pra anexar ao mesmo recipiente da tradicional vodka. não só pela paixão nacional, mas também porque a geórgia fica num corredor de transporte que escoa petróleo e gás natural para o mar cáspio e europa... não foi à toa que o governo russo ficou irritado quando o novo presidente da geórgia, mikheil saakashvilli, aproximou-se abertamente dos estados unidos... agora a união européia (que tem na cadeira principal o presidente pop da frança, nicolas sarkozy) finalmente resolveu sair da mesa de chá e entrar na negociação de paz... aí você imagina a conversa de mictório de banheiro de gabinete...

medvedev (presidente da rússia):
- camarada sarkozy, tá foda de ter acordo... se eu liberar o engradado todo o tio sam vai tomar conta do buteco e azedar o meu caldo com whisky de milho...

sarkozy (presidente da ue e frança):
- monsier medvedev, com a quantidade de vodka vagabunda que entra no mercado vc deveria se preocupar é em baixar o preço do seu produto...

medvedev:
- mas camarada, com a economia quebrada e sem dinheiro pra aquecimento, vodka vale mais do que cobertor de orelha...

sarkozy:
- eu sei, mon petit, mas pensa bem... agora tá calor, estamos em clima de olimpíada e...

medvedev (interrompendo):
- uma farsa!!!! pior que britney spears!! colocaram uma garotinha bonitinha cantando na cerimônia de abertura, mas ela dublava uma outra menininha que só não entrou no palco porque era feia... fala sério... não quero ser patinho feio também... pequim coloca fogos de artifício de mentira, mas eu lanço bombas de verdade...

sarkozy:
- calma, mon cherie! vamos nos concentrar na vodka...

medvedev (interrompendo de novo):
- camarada... pára de conversa mole... vá vestir uma cueca! chega dessa desculpa de que tá frio e bate o bingulim na mesa! daqui a pouco vc vai querer me ensinar a cantar músicas do serge gainsbourg... sai pra lá com esse seu sócio...

3 de agosto de 2008

ow, what did i miss?

tudo bem, fazia um certo tempo.
na verdade tempo sobrava, não sobrava espaço.
a gente até se via de vez em quando,
colocava o mesmo papo em dia.

por vezes até discordava de assuntos já esgotados.
mas a música era sempre boa. nada como uma boa trilha.
e tudo me fazia lembrar. imagens simples do dia-a-dia.
idéias e impertinências pra novas conversas.

e é assim, tempo como aditivo certo, homeopático.
tempo que vai achando sua função, acertando o norte.
por isso peço desculpas, meu blog, pela ausência.
temos mais estoque de bobagens pra discutir.

(to be continued...)

18 de junho de 2008

aqui jazz...

a luta do "bem" fisguelinha contra o "mal" anabolizado. acordes em tom menor. bebida amarga melhor que doce. rock alternativo melhor do que megahit rebola a bola. ronca ronca melhor do que pânico. o óbvio é tão pouco óbvio assim?

as doses não precisam ser tão grandes. não precisa gastar. não precisa encher o saco. só que o tom depende de cada um. de cada compasso. lou reed diria: "um é pouco, dois é bom, três é jazz". e aí? o que me diz? play it again, charlie... and tell me why.

transformer
(lou reed)









27 de maio de 2008

poison ivy...

eis que eu fuçava numa limpa de emails...
eis que encontro uma pérola guardada...
mais um dos bons olhos que sabem a vibe do dragão...

"gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes. tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: - e daí? eu adoro voar!"
(clarice lispector)

2 de maio de 2008

doors of perception

portas da percepção. esse era o nome que os doors usavam no começo da carreira. isso em meio a lisergia alucinada e frenética da turma universitária californiana do final dos anos 60. o nome do grupo foi inspirado em "the doors of perception", livro de aldous huxley, publicado em 1954 e que traz o caldo da viagem do autor com mescalina. o título é ainda inspirado numa citação de william blake: "if the doors of perception were cleansed everything would appear to man as it is, infinite."

bem, toda essa psicotropia inspirou muito da visão poético-caótica de james douglas morrison e os freak friends do the doors. uma carreira curta (a banda surgiu em 65, jim morrison morreu em 71), bombástica, recheada de polêmicas e, claro, boa música. muito boa música.

jim morrison aliás é das poucas figuras que conseguiram perpetuar polêmica e folclore. assim como elvis, até hoje tem gente que jura de pé junto que ele não morreu. alguns até afirmam ter encontrado jim morrison. aí nego, vamos combinar... haja mescal com lsd e jujuba.

mas enfim, me perdi no assunto de novo... todo esse devaneio sobre os doors só pra registrar que novas portas se abrem non-stop. e sem aditivos... vence uma etapa, começa outra. novo desafio, nova percepção, nova vibe... e a carga ruim fica pra trás, batendo cabeça no limbo.

meanwhile, hit the road, jack...

moonlight drive
(the doors)

30 de abril de 2008

todos estão surdos...

algumas palavras não foram feitas pra serem entendidas.
elas ficam soltas no ar, perdendo o sentido.

muita gente não ouviu, porque não quis ouvir.
eles estão surdos.

29 de abril de 2008

dope...

anestesia geral. blindagem contra vibe ruim.
ombros leves. cabeça erguida.
dever cumprido. filho solto no mundo.
muda a paisagem. cinza pra multicolorida.
outra sintonia. outro dragão.
belo e novo horizonte. nova decolagem.
rehab. but no cold turkey.
there's a light that never goes out.
never indeed.

28 de abril de 2008

another season

outono normalmente é minha estação preferida no ano. céu aberto, bem azul, sol ameno, friozinho bom. o que na verdade ainda não aconteceu de fato. o sol aqui, por enquanto, tá castigando direitinho e friozinho que é bom, necas... calor no outono é meio esquisito, fala aí... mas vou dizer, tá bom de voar... fim de semana foi fino.

outono... ah, outono... tem toda aquela simbologia de troca mesmo, de mudança. renovação de folhas. anyway, time to change, folks... just remain in silence. and keep staring at the sun...

"...as seasons roll on by..."

seasons
(chris cornell)

13 de abril de 2008

giving up food for funk...

e não é nem querer se alimentar só de prana.
mas tem hora que a paciência se "esgoela" de tanto gritar.
- start over, that's what i mean.
- so do me a favour: play that funky music, white boy!


um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar...

c'mon, one step beyond... you just feel like new strings are waving into your head... d'ya?? bright metallic... so tune on "c" and rock the shit out of you aiming the sun... that's when a single step puts you through another level... then wow! there's a new song... beautiful one...

buckley meets zeppelin = rocco

transformers... seres mutantes... híbridos... anote aí: misture sementes selecionadas em um algodãozinho molhado e coloque no beiral da janela... em pouco tempo germina...

e o embrião alucinógeno da vez atende pelo nome de "rocco deluca & the burden"... uma experiência genética com pitadas de jeff buckley e picotes lisérgicos zeppelianos... californiano, amamentado com mto blues rock, filho de um dos guitarristas da banda de apoio de bo diddley, chamou a atenção do mercado com seu dobro ressonante e aí já era... por "mercado" entenda-se o ator kiefer sutherland, aquele, filho do donald (lembra do m.a.s.h.? não era sensacional?)... anyway, em 2004 o pupilo kiefer resolveu expandir seus campos de atuação fora das telas e fundou o selo ironworks, junto com um camarada chamado jude cole (que teve seu momento na cena pop dos anos 80, mas nada de muito expressivo)...

mas enfim, a parada é que o kiefer sutherland ficou amarradão com o som de rocco deluca e correu com o cara pro estúdio... cole ficou encarregado de produzir, jogando também uma banda de apoio para carregar junto o "fardo"... e aí brotou finalmente rocco deluca & the burden... embalado com fitinha e tudo... o primeiro disco, "i trust you to kill me", saiu em 2006 (fala se esse título não é do cacete!) e vem recheado com mta coisa boa...

vale a conferida... até jack bouer endoidou... do algodãozinho ao narcóticos anônimos em 24 horas...

swing low
(rocco deluca & the burden)

on and on...

mais uma dose...

gift
(rocco deluca & the burden)

13 de março de 2008

ask timothy leary...

viu o clipe antes deste post?? quick answer then:
teeeempooo...
ain't keith moon a bloody schizophrenic freak?
vai tocar assim lá na casa do cacete!
fala a verdade...
nem timothy. nem ninguém.
this is keith moon.

me and my folks...

sabe aquela sensação de que anda faltando tanta coisa na música? pois é, pois é... há alguns dias isso vem me perseguindo... confesso que até tive preguiça de divagar as minhas tradicionais impertinências também sobre tal tema, mas resolvi admitir a sensação como fato... é tanta charolada, tanto do mesmo... overdose de canseira nos ouvidos...

por outro lado vejo tanta idolatria em cima de “coques”, afinal não sobra quase mais nada que preste no atual ano do senhor... hype se alimenta disso também... falta de repertório... aí acabo, mais uma vez, mirando o poente pro bom e velho. não tem jeito. é sempre assim. nostalgia? saudosismo? excesso de resistência? teimosia? já nem sei mais... melhor ser feliz do que ter razão. fato é que a boa fonte sonora sempre soa fresca, por mais enferrujada que os outros teimem em apontar.

cuma? os outros? parece coisa de “lost”... ok, then... desenha comigo... imagine aquela galerinha do lost, os outros, vestidos de mendigos com aquelas roupas feitas com sacos de feijão, perucas "sassá mutema", maior style, unha suja, passinho planeta dos macacos, pululando pela relva ao som de "sorry, blame it on me", do akon... ou então: "eu e minha gata, rolando na relva..." ich, desenterrei um 80s' cascudo... tudo bem, volta.... imagina então eles tampando no churrasquinho na casinha de madeira, jacob nerd e sua turma, tudo sassá, embalados por esse novo hit pagodinho do seu jorge.. a mina chapa quente do condomínio escondido da ilha de lost... pega um pega geral...

ow, the search... a busca pela “musga”... apesar dos pesares o drive fala mais alto e o garimpo continua... overdrive... by the way, justamente isso... só que alguns riffs sempre trazem o pé de volta ao chão e vc é obrigado a "once again" admitir que não se fazem mais artefatos como antigamente. o mundo “chip” de hoje tornou tudo tão descartável e raso... inútil, de tão volátil...

aí uma frase grita na cabeça: “vá procurar sua turma!”
uôu, good old sound, folks...

praticamente, mojica... praticamente...
i asked bob dylan, i asked the beatles,
i asked timothy leary, but they couldn't help me either...

isn't it mod squad??
to be continued...

the seeker
(the who)

fckng white rabbit...

alice que o diga... wonderland sucks!
o jeitinho resolve? one way or another.
it always does. e tudo voa em cotton clouds.
a saída? is it the airport?
maybe fast. maybe fast lane.

12 de março de 2008

out of the blue...

fala a verdade...
a mais nova da dinastia brandão...
gorgeous. period.

missão: impossível

...e no entanto o que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós. e, quem sabe, a sua seria a história de uma impossibilidade tocada. do modo como podia ser tocada: quando dedos sentem no silêncio do pulso a veia...
(clarice lispector)

e-fadinha rides again...

sempre pensar em ir
caminho do mar.
para os bichos e rios
nascer já é caminhar.
eu não sei o que os rios
têm de homem do mar
sei que se sente o mesmo
e exigente chamar.
(joão cabral de melo neto)

6 de março de 2008

this is madness

a frase do dia: "a loucura é meu lado mais calmo."
o autor: "the alk."
o comentário fast lane: "perfeito."

19 de fevereiro de 2008

fever

febre faz umas coisas engraçadas com a gente, não? será que é possível que uma febre seja boa??? que perguntinha, fala a verdade.... mas to dizendo isso porque nos últimos dois dias venho ardendo em febre por conta de uma gripe muito mala, mas num ritmo de trabalho alucinante... apesar do corpo meio pudim, a pilha tá aguentando...

claro que tive que recorrer a um coquetel de drogas leves e pesadas... nessa manhã caí pra dentro de um mix generoso de jujuba, vic diasyl, halls de melancia, naldecon dia e noite, morfina, dorflex, rivotril e novalgina... é claro também que durante um período, isso me caoiousou ummma cgerta dificuldfdade em esnncreverf...

bobagens à parte, esse período vem sendo recheado de boa música, com certeza! trilha sonora pra mim é uma coisa que não falha... em função de um pedido do mauval pra participação no programa ronca ronca, acabei passando boa parte desses momentos febris de delírio de trabalho com a voz de jeff buckley como pano de fundo... e o blog acaba recebendo parte dessa lisergia sonora...

a parada do ronca ronca é um especial (recomendo, imperdível!) sobre bob dylan, no dia 4 de março, às 22 horas.... vc pode ouvir também pela internet, olha que beleza (www.oifm.com.br)... e lembrei de umas coisas do jeff com músicas de bob dylan.. releituras pra lá de interessantes... ou "cascudas", como diria o guerreiro maurício valladares....

enfim, pra saber quais as minhas indicações de releituras do dylan na voz do finado jeff buckley, só ouvindo o programa mesmo... ou vc acha que eu iria estragar a surpresa? fala sério...

mas pra não ficarmos órfãos demais aqui no blog, adoce seus ouvidos com o som abaixo... jeff buckley sempre tem seu lugar... mojo pin...

15 de fevereiro de 2008

"pontualidida"

amigos que trazem conselhos pontuais...
que sabem ser amigos de verdade...
e verdadeiros no gostar...
a diferença da vida...

"... não te irrites, por mais que te fizerem...
estuda, a frio, o coração alheio.
farás, assim, do mal que eles te querem,
teu mais amável e sutil recreio..."
(mario quintana)

12 de fevereiro de 2008

whatever

tem dia que a gente deveria mesmo ter ficado na cama... evita enxergar tanta coisa... aí me veio um dos tantos flashbacks londrinos que tenho frequentemente, e, claro, a trilha sonora...

claro que os beatles são os beatles e não tem discussão à respeito. mas tem uma versão dos beatles que o the vines se "atreveu" a fazer e, surpresa, ficou muito legal. tô falando da música "i'm only sleeping". ela faz parte do álbum "revolver", de 1966, época em que os "fab four" começaram a explorar novas sonoridades, muitas pirações em estúdio, novas linhas de composição, arranjos, enfim, soltaram o freio de mão e atravessaram de vez a avenida do ieieiê.

do rock de liverpool, os caras passaram a flertar com a música indiana (entraram numa onda de um guru picareta pouco depois), george harrison começou a colocar as manguinhas de fora e a ganhar espaço dentro das composições. os caras entravam em experiências com psicotrópicos (lennon dedicou a música "dr. robert" ao seu "dealer") e dessa vibe vem também a preguiçosa "i'm only sleeping". o humor sarcástico típico de john lennon, numa manhã bem lazy "stoned" day. trilha sonora perfeita para aquela manhã em que a cama era o melhor remédio pra tudo na vida.

mas... bem... corri pra longe do assunto... tudo isso pra falar que os australianos do vines tiveram a manha de encarar uma releitura de beatles (isso corre sempre o risco de soar sacrilégio) no disco da trilha sonora do filme "i am sam". disco aliás recheado de coisas boas. after all, we're talking about the beatles.

11 de fevereiro de 2008

conselho eletrônico de uma fadinha

"...a coisa era limpa: como se tratava de uma pessoa, então o limpo resultado fora cumprir a experiência de não poder. pareceu-lhe mesmo que poucas pessoas haviam tido a honra de não poder. pois, numa sensação genial, nascida talvez da sua dor, ele soube que o resultado mais acertado era falhar... mas falhara? porque a compensação também era fatal. pois, num equilíbrio perfeito, acontecia que se ele não tinha as palavras, tinha o silêncio. e se não tinha a ação, tinha o grande amor. um homem podia não saber nada; mas sabia como se virar, por exemplo, para o lado do poente: um homem tinha o grande recurso da atitude. se não tivesse o medo de ser mudo..."
(clarice lispector)

10 de fevereiro de 2008

thorn in my pride

wake me when the day breaks
show me how the sun shines
tell me about your heartaches
who could be so unkind?

rock lobster

inspiração do social, daqueles momentos em que o cantinho do balcão com marcelo e ernesto rende boas conversas sobre música… entre uma novidade e outra, o playlist acaba trazendo uma coisa das antigas… well, well... after all, relembrar é viver...

e a boa notícia é que a psicodelia new wave do The B52’s está de volta com novo single na praça, a música “funplex” (que dá nome também ao disco, com previsão de chegar às prateleiras de uma loja mais próxima de você no dia 25 de março). o single teve lançamento digital no último dia 29 de janeiro. coisas da vida moderna. cd tá virando artigo de coleção do avô.

nada impressionante, nada de novidade, mas como é bom ouvir os riffs da guitarra dos caras, em meio à tanta chatice e charola do hip hop e r&b americanos dos últimos tempos. fala a verdade, quem é que aguenta tanta avalanche de gemidos, orgasmos fakes e vocalizes intermináveis da safra perua mutante tipo rihana+hiena+muito+chata+beyoncé+mais+ainda que se procria no mainstream em velocidade espantosa?

tudo bem que nos últimos tempos o The B52’s flerta muito mais com o pop do que a tradicional birutice que exploravam no final dos anos 70 e começo dos 80. tudo bem também que já não contam mais com a guitarra de rick wilson, irmão da vocalista cindy wilson e principal responsável pela lisergia fuzz elétrica que embalava a música do grupo (ele morreu em outubro de 1985, em decorrência da aids). mas e daí? se você prefere o dueto chá com leite de shakira com beyoncé, pra que perder tempo com esse papo? procure um psiquiatra, não esse blog. ou vá ouvir a mix fm.

no entanto, se você tomou todas as vacinas na infância e está imune ao beat “breggaenights geme-geme, uhhh”, a receita de hoje é revitalizar o pulso sanguíneo com o hit “rock lobster”, primeiro grande single do grupo, combustível também para o primeiro álbum dos caras (The B52's), que saiu em 1979. vai por mim, essa música faz o pé balançar... play it again, sam...

9 de fevereiro de 2008

versus

um buscou parceria, o outro buscou abuso.
um buscou ideal, o outro buscou estepe.
um buscou afeto, o outro buscou aspirina.
um buscou caminho, o outro buscou desculpa.

um buscou desejo, o outro buscou fantoche.
um buscou cumplicidade, o outro buscou revanche.
um buscou lealdade, o outro buscou delivery.
um buscou vivência, o outro buscou superfície.

um buscou encanto, o outro buscou brinquedo.
um buscou reflexão, o outro buscou futilidade.
um buscou futuro, o outro viveu pretérito.
um buscou vida, o outro esconderijo.

um buscou respeito, o outro vaidade.
um buscou ouvir, o outro machucar.
um buscou, buscou, buscou e buscou o outro...
olhou bem, só não encontrou mais nada.

perna curta também causa tombo grande.
delírio é dedicar amor à uma mentira.
mas downhill tem fim e se termina em pé...
far away.

arerê

carnaval é uma época maluca. em meio à uma sociedade de machos, curioso é que a maioria deles curte mesmo é se vestir de mulher. drags de braços peludos, montadas como bailarinas, domésticas, enfermeiras... pança pra fora, com mamadeiras de cevada penduradas no pescoço e uma alegria incontrolável por soltar tanto a franga sem culpa.

por outro lado, programas de televisão levantam discussões sobre o que é absurdo no carnaval e uma jovem questiona porque ela não pode fazer topless no rio, já que as mulheres desfilam com os peitos de fora na sapucaí. minha filha, dizia a repórter, putaria tem lugar certo. e vamos combinar, brasília e a marquês de sapucaí. praia é para família. algumas pessoas escolhem também o local de trabalho pra putaria, mas aí é outra discussão.

ah, não esqueçamos os blocos de rua. e a onda voltou com força total no rio. nomes inusitados, gente bonita e descolada e o beat incessante “quem lavou minha cueca pra fazer pano de prato”. na bahia o carnaval é hora de ganhar dinheiro. vc compra um mercedão usado, enche o tampo do baú com caixas de som e chama uma monte de gente pra ficar seguindo vc pelas ruas. e ainda fatura uma grana alta vendendo pedaços de pano colorido que o povo faz questão de vestir. aí é só deixar eles bem presos por um cordão de isolamento e tá feito.

ali mesmo eles beijam, gritam, mijam e sorriem sem parar. a música hoje é o de menos. até nx zero agora participa de shows de carnaval em salvador. e daí nasce um híbrido de axé com emo: o “axémo”... jovens com a franja caíndo pelo rosto, vestindo mortalhas negras, um sorriso esquisito, meio cara de choro non-stop, rodopiando os braços durante a coreografia do arerê. e o fim da festa fica por conta do fatboy slim, como de costume.

e aí, lança-perfume vira coisa de titio saudosista. no carnaval de hoje, o “péum-péum” vem de psicotrópicos sintéticos. antigamente a gíria era “brincar” o carnaval. hoje é cair pra dentro.


23 de janeiro de 2008

back in black

curiosidade besta... não bastassem as brigas na televisão para o "branco mais branco" das empresas de sabão em pó, agora a onda é ter o "preto mais preto". o US National Institute of Standards and Technology apareceu agora com um novo tecido tão preto que absorve 99,9% da luz, 30 vezes mais negro que os materiais utilizados até então. e, claro, isso causou frisson no já pitizento mundo da moda.

em meio ao são paulo fashion week as "divindades" absolutas do mundo fashion já ponderavam se era o caso de retirar todos os figurinos pretos da passarela, abandonando qualquer alusão ao pretinho básico. até que se acerte essa nova tabela de cores do que é "certo ou errado", como adoram criar as colunas de moda, a discussão vai continuar. afinal, o seu black não é tão black como o meu. prato cheio pra spike lee.

sorria, vc está sendo filmado...

um casal chinês está processando a empresa de metrô de shangai, porque o operador flagrou um casal no maior amasso e colocou o vídeo no youtube. aí pronto, o vídeo teve 15 mil acessos em dois dias e causou furor entre os chinesinhos.... mas vamos combinar que isso deve ter sido uma tremenda proeza. imagine comigo.... china... gente pra cacete... trocentos chinezinhos entalados dentro de um vagão... e o cara ainda consegue um flagra desses... coisa de tarado mesmo, não?

(reuters)

oh lazy day...

o brasil é mesmo o lugar do esquisitismo. ainda mais qdo o assunto é "pensamento pobre". falo isso por causa de uma notícia de neguinho falsificando atestado médico pra faltar ao trabalho. aí é demais, fala a verdade? e vc ainda escolhe o tipo de enfermidade que quer... se for bom de negócio pode faturar mais de uma doença e acumular pontos, correndo pela loteria federal... enfim.. pior ainda é vc entender que o negócio consegue ser lucrativo, o que mostra o tanto que o brasileiro, além de ser gerson e corrupto por natureza, vem se tornando também um tremendo povo preguiçoso.. e depois ainda implicam com o baiano...

22 de janeiro de 2008

this is fast lane, folks... and some of us like it here...

tudo tem um início... e, claro, um fim... então a pergunta que não quer calar é: o que vc faz nesse meio tempo? e o que é pertinente ou impertinente nesse "meio tempo"? fumar um cigarrinho, ouvir uma boa música com a nobre companhia de jack d, escrever umas bobagens no blog, sei lá... uns preferem trabalhar, cair na balada, praticar esportes insanos... outros mais iluminados (e sortudos) preferem chutar o poodle da vizinha, ou então ficar pulando do sofá para o chão com uma bota de astronauta, cantando um sucesso miserável de axé music com o volume no limite suportável por um ser humano normal (just for the record, essa é a minha vizinha de baixo), enfim... tempo, tempo, tempo... no que me sobrar de tempo nesse "meio tempo", prometo abastecer este espaço com rápidos registros de impertinências e uma boa dose de música... after all, as hunter thompson used to say, "this is fast lane, folks.. and some of us like it here."